As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola
Enviada em 01/08/2020
Durante a Antiguidade Clássica, em Esparta, todas as crianças recém-nascidas que aparentavam possuir alguma deficiência eram obrigatoriamente mortas. Segundo a cultura espartana elas apresentavam o estado de imperfeição e não estavam aptas a viver naquela sociedade. Similarmente, o Brasil converge com o modelo de escola grega, apresentando dificuldades para inclusão de crianças com distúrbios de aprendizagem no aspecto educacional, validando, assim, a contextualização da problemática na atual conjuntura nacional. Sob essa conjuntura, convém analisar os motivos que corroboram para a manutenção do quadro social segregacional vigente e buscar subterfúgios a fim de combatê-los.
Em primeira análise, é importante destacar que a detecção precoce de qualquer distúrbio é essencial para o tratamento e acompanhamento do individuo para que os impactos sejam amenizados. De acordo com a ABD (Associação Brasileira de Dislexia), 70% da população brasileira possui algum distúrbio especifico de leitura ou escrita. Apesar de ser um “problema” comum, muitos não possuem conhecimento sobre o assunto ou sequer buscam diagnóstico médico, dificultando assim a intervenção do apoio profissional, promovendo desigualdades no ambiente escolar como atraso na aprendizagem, incompreensão do assunto aplicado.
Faz-se mister ainda, salientar a falta de apoio multidisciplinar com a interação de aluno, professor e médicos, além da carência de um ambiente mais pedagógico. Conforme a escritora e ativista social norte-americana Helen Keller, para se obter bons resultados na educação é necessário a tolerância. Em virtude da falta de conhecimento sobre o estado clínico do estudante e da ausência de métodos didáticos, torna-se difícil auxilia-lo no processo de aprendizagem, contribuindo assim para o quadro de intolerância. Ao passo que, a falta de conhecimento sobre afeta o desenvolvimento do estudante, contribuindo assim para a dissipação de desigualdades no ambiente escolar.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para solidificação de políticas que garantam o acesso igualitário a educação para pessoas com distúrbios de aprendizagem no Brasil. Neste sentido cabe ao Ministério da Educação que promova materiais mais didáticos que auxiliem pessoas com distúrbios de aprendizagem, capacitem os professores para lecionar a este público entendendo o situação clínica do estudante. Cabe também ao Ministério da Saúde fornecer diagnósticos e acompanhamento a crianças que apresentem dificuldades ainda nas idades iniciais, amenizando assim impactos futuros facilitando o tratamento. Com tais implementações citadas, espera-se promover uma melhora nas condições educacionais fornecidas, deixando assim de lado o quadro segregacional vigente.