As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola

Enviada em 27/07/2020

Cidadania - uma palavra usada com frequência, mas que poucos entendem o significado - quer dizer, em essência, a garantia por lei de viver dignamente. No Brasil, a falta de dignidade pode ser notada quando o assunto é as dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola, pois o cidadão é impedido de usufruir dos seus direitos. Assim, seja pelo despreparo das escolas para conduzir tais alunos e a falta de profissionais que saibam lidar com esse tipo de distúrbio, o entreve permanece e impede a resolução de um problema de relevância pública.

A priori, é necessário destacar que, apesar de a Constituição Federal Brasileira garantir o direito básico a aprendizagem, não é o que se observa em muitos estados do país em relação ao despreparo das escolas para conduzir os alunos com distúrbio. Isso porque o Estado que, segundo o sociólogo T. H. Marshall, tem a responsabilidade social de dar a seus cidadãos um mínimo bem-estar e segurança econômica, não cumpre o seu papel. Logo, é mister afirmar que esse problema afeta a sociedade como um todo e, por isso, precisa ser combatido.

Além disso, é válido reconhecer como a falta de profissionais que saibam lidar com esse tipo de distúrbio limita a cidadania do indivíduo, uma vez que esta significa na prática, viver com dignidade. No livro Cidadão de papel, Gilberto Dimenstein afirma que - apesar da Declaração Universal dos Direitos Humanos e de todos os modernos códigos legais que regem o país - o Brasil ainda é negligente quando o assunto é distúrbio de aprendizagem nas escolas. Logo, é substancial a mudança desse quadro.

Portanto, é necessário que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização da população brasileira a respeito do problema, urge que o governo prepare cada vez mais escolas para a chegada de alunos com tais distúrbios de aprendizagem, inserindo nas instituições novas modalidades de aprendizagem como brincadeiras e também disponibilizar cursos para os professores para que eles saibam direcionar e lidar com cada criança. A fim de promover a igualdade e integração para todos. Somente assim enfrentarão as dificuldades com um olhar de mudança.