As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola
Enviada em 02/08/2020
Considerado um dos pensadores mais notáveis da história da pedagogia mundial, o educador e filósofo, Paulo Freire, em sua essência, acredita que ensinar não é transferir conhecimento, mas criar possibilidades para a sua própria produção ou construção. Dessa forma, torna-se relevante discutir acerca das dificuldades das crianças com distúrbios de aprendizagem de se inserirem na escola, com reflexos preocupantes de causas como a negligência por parte do Governo e a falta de profissionais qualificados. Estas espelham uma realidade complexa e extremamente preocupante no que se refere a seus efeitos sobre o país.
Dentre as perspectivas apresentadas, é primordial ressaltar, no que tange à Constituição Federal de 1988, no artigo 205, é garantido a todo indivíduo o direito à educação, sendo dever do Estado e da família. Entretanto, sabe-se que tal direito não é exercido, o que, consequentemente, corrobora com o empobrecimento do processo de aprendizagem dessas crianças. Tal cenário afeta por conseguinte, a capacidade de processar, receber e analisar informações passadas em sala de aula, por esses alunos que necessitam de atendimento especial.
Paralelo a isso, é importante destacar que a escolaridade é uma das etapas mais importantes no desenvolvimento das crianças, ajudando a definir o futuro desenvolvimento delas. Carlos Drummond de Andrade, poeta modernista brasileiro, escreveu “A pedra”: “No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. Fora da ficção, pode-se relacionar a “pedra” com a falta de profissionais qualificados que impedem o caminho de uma educação democratizada. A presença de profissionais treinados para lidar com as dificuldades das crianças que apresentam algum distúrbio, é indubitável para garantir a aprendizagem dos mesmos, sendo essencial na participação do processo de educação.
Diante do exporto, para amenizar as dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola, é preciso adotar medidas. Para isso, o Poder Legislativo, órgão responsável pela elaboração de leis, juntamente com o Ministério da Educação e as Escolas, devem investir na capacitação de profissionais específicos para lidarem com os alunos que apresentarem distúrbios, por intermédio de campanhas educativas e de cunho social, no intuito de garantir que as possibilidades para a construção do aprendizado sejam concretizadas. Somente dessa maneira, o caminho encontrar-se-á sem pedras para uma educação democratizada.