As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola

Enviada em 02/08/2020

Segundo Aristóteles, “devemos tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida de sua desigualdade", ou seja, pessoas diferentes devem ser tratadas de maneiras distintas, para que possam se desenvolver e alcançar seus objetivos. Está prática não é percebida na realidade, visto que indivíduos com distúrbios de aprendizagem não são assistidos da maneira correta pela maioria das instituições e acabam sendo segregados, prejudicando seu desenvolvimento social e educacional.

Em primeiro lugar, o desconhecimento dos responsáveis acerca dos distúrbios que envolvem a aprendizagem é um fator que os impossibilita de auxiliarem seus filhos, visto que eles os confundem com falta de atenção ou de interesse. Dessa maneira a maioria dos pais acabam não auxiliando seus filhos em suas dificuldades e os mesmos interrompem os estudos. De acordo com o Manual Diagnóstico e Estatístico de Desordens Mentais, a taxa de evasão escolar de crianças ou adolescentes com transtornos de aprendizagem é, em nível global, de cerca de 40%.

Além disso, grande parte das instituições de ensino não possuem profissionais especializados em atender as necessidades dos alunos com distúrbios, os quais, por consequência, ficam desamparados e não conseguem atingir todo o seu potencial intelectual. Outrossim, milhares de países não colaboram com o processo educacional dessas crianças, visto que, de acordo com o Relatório de Monitoramento Global da Educação de 2020, divulgado pela UNESCO, Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, Menos de 10% dos países têm leis que ajudam a garantir a inclusão plena na educação.

Visando a inserção e o acesso igualitário à educação das pessoas com distúrbios de aprendizagem, os governantes dos países devem, por meio da criação de leis, assegurar a inclusão destas pessoas a um direito básico que é a educação. Ademais, as instituições de ensino público e privado devem respectivamente, por meio das verbas dos impostos e das mensalidades, investir na qualificação de um corpo docente especializado em atender as necessidades dos portadores de problemas de aprendizagem. Também é fundamental que os órgãos educacionais dos países conscientizem, por meio da mídia, os responsáveis pelas crianças, para que os mesmos saibam que estes distúrbios existem e devem ajudar seus filhos em tudo que puderem, a fim de integrá-los neste sistema de educação.