As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola
Enviada em 01/08/2020
“A educação não transforma o mundo. Educação muda as pessoas. Pessoas transformam o mundo”. A frase dita por Paulo Freire, enfatiza a grandiosa importância da educação de qualidade, para o desenvolvimento de uma sociedade. Entretanto, no Brasil, há uma séria questão a ser debatida: as dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola. Nesse contexto, dois são os fatores que devem ser destacados, o baixo investimento na educação inclusiva e a escassez de profissionais qualificados. A vista disso, é imprescindível investir na integração de crianças com distúrbio de aprendizagem nas escolas, para criar uma sociedade pautada na equidade.
Em princípio, vale ressaltar que, a escassez de conhecimento médico e pedagógico sobre os distúrbios de aprendizagem apresenta-se como dificultadora da inclusão e absorção de conteúdos por parte dos jovens nas escolas brasileiras. Ademais, o estudo tardio sobre o assunto, inviabiliza o descobrimento de novos métodos didáticos e tratamentos eficaz para essas pessoas. Outrossim, a falta de especialização profissional para o trabalho com crianças que possuem algum tipo de distúrbio de aprendizagem, é um dos agravantes, que tornam o ensino público brasileiro ineficaz para essas pessoas. Uma vez que, a participação de professores bem preparados para atuações em determinados grupos é essencial para a absolvição das informações e a inclusão de qualidade no sistema educacional.
Além disso, cabe pontuar, que o investimento em educação inclusiva é fundamental para resolver esse entrave. Uma vez que, de acordo com a revista Science, cerca de 10% da população, possui algum transtorno de aprendizagem. Destacando a necessidade de absorção do conhecimento a partir da educação, para que esses, tenham oportunidade iguais de acesso, em relação as outras crianças e não sejam excluídos do processo educacional. Visto que, a divergência inclusiva desses alunos, causa vários problemas a o público, como: imobilidade social, escassez de relações interativas com outras crianças, menores oportunidades de empregos, entre outras. Como também, para âmbito nacional, essa problemática diminuí a diversidade profissional e consequentemente afetam de forma negativa a economia brasileira.
Portanto, o Governo federal deve aumentar a porcentagem do PIB, direcionada a educação, viabilizando a realização de novas pesquisas acadêmicas sobre esse tema. Com isso, novas formas de tratamentos e técnicas de aprendizado poderão ser descobertas em pesquisas. Além disso, o Ministério da Educação, deve incluir professores especializados em educação especial, a partir da capacitação dos profissionais, por meio de cursos, para que a educação seja inclusiva em todos os níveis.