As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola
Enviada em 27/07/2020
“Atypical” é uma série norte-americana, que conta a história de um rapaz de 18 anos, diagnosticado dentro do espectro do autismo, em que retrata tanto sua vida acadêmica quanto social, nela percebe-se a dificuldade dele por não ter a aprendizagem na escola apropriada. Fora da ficção, a realidade apresentada não é diferente, visto que, essa premissa ocorre no Brasil, principalmente no que se diz respeito ao ensino de crianças com distúrbios de aprendizagem como Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), Dislexia e entre outros. Isto ocorre pela falta de informação e empenho dos pais, não só mas também pela falta de capacitação dos professores e escolas.
Em primeiro lugar, é notória a falta de conhecimento acerca das doenças na aprendizagem. Esse fato é um empecilho ao reconhecimento, pela família, dos distúrbios, que são facilmente confundidos com desinteresse ou falta de atenção. Dessa forma, o diagnóstico precoce dos problemas são dificultados, o que também prejudica a inserção das crianças no ambiente social, visto que segundo o site Estadão, distúrbios de aprendizagem atingem 70% da população. É importante ressaltar, ainda, que as pessoas que possuem dificuldades na aprendizagem possuem inteligência normal, ou até mesmo superior à média, demonstrando que a identificação do problema é essencial para um ensino eficiente aos alunos que convivem com essas doenças.
No entanto, é preciso reconhecer que as instituições de ensino do país, em geral, não estão aptas a acolherem alunos com necessidades pedagógicas especiais. Isso porque, embora a Constituição Federal garanta a educação a todos os cidadãos, a maioria das escolas públicas carecem de profissionais qualificados para a inclusão dos alunos que possuem dificuldade no processo educacional. Sendo assim, crianças que sofrem com o déficit de atenção e o autismo, por exemplo, são deixadas à margem no sistema de ensino-aprendizagem e sofrem com a exclusão e falta de visibilidade.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para resolver esse tema em questão. Para isso, é importante que o Ministério da Educação, aliado a organizações não governamentais (ONG’s), divulgue à população, através de comerciais em televisão e panfletagem, os distúrbios na aprendizagem e a oriente no que fazer caso suspeite que alguém próximo possua algum dos transtornos, afim de que obtenha um maior alcance de todos e que pessoas com esses distúrbios tenham seu tratamento adequado. Além disso, o Poder Público deve disponibilizar cursos presenciais para os docentes da rede pública que ensinem sobre o ensino especializado às crianças com dificuldades escolares e que aumente a percepção deles na identificação desses problemas, para que possa alertar os pais sobre o assunto e saiba como lidar e, com isso, fazer a educação mais igualitária e eficiente para todos.