As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola

Enviada em 29/07/2020

Falta de Informação Ou (e) Compreensão

A percepção de condições psicológicas distintas do padrão como loucura data do início do renascimento, durante o século XIV, que baseado nos estudos experimentais buscava explicação para as diferenças comportamentais e acabava por retirar o indivíduo da sociedade e tratava-o como doente. De acordo, a contemporaneidade ainda carrega a concepção de transtornos como patológicos, sobretudo nas crianças em idade escolar com distúrbios de aprendizagem, que pela falta de compreensão podem ser descriminadas e ter o desenvolvimento dificultado em razão de condições neurobiológicas naturais.

Em primeiro lugar, a falta de discussões sobre as condições de aprendizagem diversas propiciam o cenário estereotipado atual, em que os distúrbios são tratados como desinteresse ou inferioridade intelectual, sendo assim, de difícil diagnóstico e tratamento. Além disso, o preconceito enraizado dificulta a busca de tratamento pela família mesmo após a contatação do distúrbio na criança, e devido a falta de conhecimento, ainda pode ser submetida a ridicularização ou ser desacreditada,  além de taxações e desrespeitos sofridos durante a vida escolar, podendo ter reflexos comportamentais durante a vida adulta, como falta de confiança em si, baixa autoestima e insegurança.

Ademais, segundo Pesquisa realizada na Escola Municipal Conselheiro Lafaiete, cerca de 60% das dificuldades em alfabetizar alunos com TDAH tem relação com falta de conhecimento sobre o assunto, e por consequência estagnação do aluno devido a falta de auxílio. É sabido que muitas vezes as características relacionadas aos transtornos são mais visíveis no ambiente escolar, no entanto nem todos os profissionais da área são capacitados para detectar os sintomas menos explícitos, por isso grande parte das crianças com aprendizagem comprometida não são diagnosticadas ou apenas são tardiamente.

Portanto, é dever do MEC capacitar os profissionais da educação por meio de palestras gratuitas e no contra turno, organizadas por pscicólogos e terapeutas acerca dos meios de detecção de distúrbios de aprendizagem para facilitar o reconhecimento e a oferta de ajuda. Também cabe ao Ministério da saúde com auxílio do MEC ofertar tratamento gratuito para esses distúrbios tanto para o portador quanto para a família, por meio de especialistas nas escolas e postos de saúde que serão informados sobre a condição da criança, para facilitar aceitação familiar e desenvolvimento deste.