As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola
Enviada em 31/07/2020
“No meio do caminho tinha uma pedra” o poema – no meio do caminho-, de Drummond, retrata as entraves na inclusão de crianças com distúrbios no século XXI. Quando se trata das dificuldades de inserir essas crianças no ambiente escolar não é tão simples de resolver. Isso porque, o sistema de saúde e educacional brasileiro são precários. Nesse sentido, é válido analisar duas faces dessa problemática: a falta de informação e o diagnóstico demorado.
Em primeiro lugar, vale ressaltar a falta de informação retrocede o tratamento das crianças portadoras de TDAH ou outras disfunções. Analogamente, na série “The Good Doctor”, o residente Shaun é portador do autismo e prova sua capacidade na área médica para seus colegas e superiores. Fora da ficção, ter distúrbio não é sinônimo de inteligência a baixo da média, e com a falta de informação as pessoas confundem, promovendo, assim, a exclusão. Desse modo, urge a necessidade de uma discussão acerca desse tema.
Em segundo plano, é importante salientar da precariedade na saúde. De acordo a revista Época, ainda não existem testes padronizados para haver um diagnóstico, tornando mais difícil identificar os distúrbios. Nesse viés, costumam-se tornar mais evidente na idade escolar, com isso, as intervenções são baixas e muita das vezes, passa despercebido pela falta de empenho dos pais e a má capacitação da escola. Visto isso, medidas são necessárias para a alteração dessas estratégias que afetam negativamente os indivíduos.
Portanto, sabendo das dificuldades para a inclusão desses jovens com distúrbios no ambiente escolar, é mister intervir nessa situação. Assim, sendo, o Governo – com o Congresso Federal- em conjunto com as escolas, devem promover um apoio multidisciplinar com essas crianças, fazendo com que tenha mais intervenção e o processo de inclusão seja maior, por meio de ajuda clínica – psicólogos, psiquiatras e etc.-, a fim de que haja um ambiente em que esses jovens possam aprender e se sentir confortável. Logo, com essas medidas, cada vez mais o Brasil poder-se-á ser um país mais igualitário e sem exclusão dessas partes.