As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola

Enviada em 02/08/2020

O filósofo e cientista Paulo Freire, em uma de suas Cartas Pedagógicas, escreveu que o ato de ensinar vai além transferir conhecimento, é criar possibilidades para a sua construção e a de seus envolvidos. Para Freire, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela certamente o entorno não muda. Nesse sentido, essas considerações se tornam relevantes para a discussão sobre as dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola. Dessa forma, percebe-se que tal problemática será amenizada se fatores como inclusão educacional e a ausência do apoio multidisciplinar forem tratados de forma prioritária.

Em primeira instância, torna-se imprescindível ressaltar que segundo Aristóteles, “devemos tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida de sua desigualdade”, ou seja, ao tratar pessoas diferentes de maneiras distintas alcançará um mesmo objetivo. Entretanto, é perceptível que essa afirmação não é seguida no Brasil, sobretudo no que se diz a respeito ao ensino das crianças com distúrbios de aprendizagem. Portanto, é inegável que é preciso avaliar a inclusão educacional das crianças brasileiras, além disso, entender os seus efeitos na contemporaneidade é essencial para que solucione a problemática.

Em segundo plano, pode-se declarar que o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma das principais preocupações em crianças na idade escolar. Ademais, é pertinente afirmar que a ausência do apoio multidisciplinar, ou seja, a falta da intervenção pedagógica e dos pais podem aumentar os aspectos que dificultam sua aprendizagem. De acordo com uma pesquisa realizada pela Escola Municipal Conselheiro Lafaiete, as maiores dificuldades são: 33% a falta de informação e empenho dos pais e 20% a capacitação dos professores. Por conseguinte, sabe-se da importância da família e professores para que percebam o problema e que seja possível encaminhar estes alunos para realizar um diagnóstico, assim, o transtorno não ficará apenas na desconfiança ou rotulações.

Em suma, a partir da exposição desses fatos, o Ministério da Educação deve atentar-se a necessidade de divulgar á população, por métodos televisionados, como propagandas e jornais, sobre os distúrbios na aprendizagem, somado a isso deve inserir orientações no que fazer caso tenha a possibilidade de alguém próximo possuir indícios de transtornos. Outrossim, o Poder Público deve disponibilizar cursos para os ingressantes pedagógicos públicos, que retratam sobre o ensino especializado ás crianças com dificuldades escolares, logo, aumentará a percepção deles na identificação da problemática, a fim de alertar aos pais sobre o assunto.