As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola

Enviada em 29/07/2020

O filme “Como Estrelas na Terra”, conta a história de Ishaan, um menino que não vai bem na escola e, os pais decidem punir o garoto, colocando-o em um internato, porém, nada acontece como o planejado e Ishaan continua sem avanços. Até que Nikumbh cruza o caminho do garoto e descobre que ele é portador de dislexia – um distúrbio de aprendizado que causa dificuldades para ler, escrever e reter informações. Sob essa lógica, ainda se faz presente no século XXI, avanço de crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem, sendo excluídas da sociedade e até mesmo tratadas como preguiçosas. Nesse ínterim, é relevante analisar as principais consequências dessa problemática para a sociedade contemporânea.

Em um primeiro plano, merece destaque ao fato que só em 1980 foi ganho importância e começaram as pesquisas e estudos sobre os distúrbios de aprendizagem, no entanto, ainda não há um tratamento 100 por cento eficaz que ajude na melhoria. De acordo com a Constituição brasileira, as escolas devem, mediante alunos com distúrbios educacionais, organizar e promover a infraestrutura essencial para o desenvolvimento de tais indivíduos. No entanto, por apresentarem dificuldades no processo de aprendizagem, não podem aproveitar de tal direito, pois os professores que os acompanham, não possuem o preparo fundamental para se adaptar a essa situação, como a carência de livros didáticos específicos e adaptados que melhorem o atendimento e atenção apropriada somente para o indivíduo.   Outrossim, cabe ressaltar que segundo Paulo Freire “Não há saber mais ou saber menos: há saberes diferentes”, sendo que muitos pais, professores e alunos, muitas vezes, não tem o conhecimento que esse distúrbio existe, acabando por se confundirem como alguém sem interesse e sem atenção. Tal hipótese, foi comprovada por uma pesquisa realizada pela Escola Municipal Conselheiro Lafaiete sobre dificuldades para alfabetizar os alunos com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), pois esta, aponta que 33% dos pais não se dedicam à doença de seus filhos, tornando difícil o aprendizado. Embora que os indivíduos com distúrbio possuem inteligência normal, ou até mesmo superior à média, tal fato pode desencadear, ‘bullying’ e preconceito com a criança e/ou adolescente.       Portanto, em virtude dos fatos apresentados, é necessário promover ações concretas as quais acabem ou diminuem parcialmente esse cenário da falta de informação sobre o distúrbio e o preconceito. Logo, cabe ao Ministério da Educação implantar psicólogos e profissionais especializados para o tratamento de pessoas que apresentam dificuldades de aprendizagem e cabe aos pais tornarem-se mais atentos e lidarem de forma coerente e atenciosa á qualquer sintoma. Espera-se, dessa forma, mudar essa triste ralidade educacional brasileira, de modo que todos tenham direito a uma educação igualitária.