As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola

Enviada em 29/07/2020

A Constituição Brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos o direito á educação. Entretanto, tal garantia é deturpada, visto que, muitos cidadãos têm que buscar a justiça para terem um direito básico. Esse cenário nefasto ocorre não só pelo baixo investimento na educação inclusiva, mas também pela concepção de alteridade precária. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura com o intuito de mitigar os entraves para a consolidação dos direitos constitucionais.

Inicialmente, é válido pontuar que as dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola deve-se, principalmente a omissão dos setores governamentais, no que concerne á gestão eficiente do Ministério da Educação. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, porém, isso não ocorre no país. Devido a essa negligência das autoridades, muitas famílias são obrigadas a recorrer á justiça para garantir um direito mínimo para os jovens. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal.

Vale também ressaltar a ineficiência do Sistema Público em relação a disparidade casual. De acordo com a psicopedagoga clínica Tânia Maria de Campos Freitas mais de 65% da população possui algum tipo de distúrbio específico de leitura e escrita. Constantemente, o elevado índice desse empecilho muitas vezes está ligado a questões sociais, como no cenário atual, muitos adolescentes se encontram psicologicamente “perdidos”, o que ocasiona os distúrbios de atenção e aprendizagem. Dessa forma, fica evidente a necessidade de mudanças nesse alarmante cenário por meio de ações efetivas.

Portanto, medidas são essenciais para inclusão de crianças com distúrbio de aprendizagem no Brasil. Com isso, urge ao MEC (Ministério da Educação) deve incluir professores especializados em educação especial, a partir da capacitação dos professores por meio de cursos de extensão, para que a educação seja inclusiva em todos os níveis. Também, é imperioso que as mídias realizem sua função social por meio de reportagens e campanhas abordando a inclusão dessas crianças e as dificuldades encontradas para tal acontecimento, despertando assim, um sentimento de empatia na sociedade. Somente assim, notar-se-á que esses seriam alguns dos projetos para diminuir esse entrave.