As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola

Enviada em 30/07/2020

Na Grécia Antiga o cenário das pessoas que sofriam com deficiências era o de completo abandono, isolamento ou até sacrifício. Contudo, mesmo após diversos avanços relacionados a aceitação das diversidades entre os indivíduos e a superação da invisibilidade social, a inclusão de crianças com distúrbio de aprendizagem no âmbito escolar é um impasse. Dessa forma, é notório que o ensino destinado a esses indivíduos é defasado e necessita de melhorias.

Em primeiro plano, é válido analisar a fala do filósofo Sêneca, que afirmava que a educação exige maiores cuidados, pois influi sobre toda a vida. Assim, nota-se que para que essa minoria seja incluída de forma igualitária nas escolas, a formação de profissionais capacitados é indispensável. Entretanto, tal fato se difere da realidade, uma vez que há uma carência de pessoas especializadas atuando no auxílio as crianças que sofrem com os transtornos para aprenderem. Ademais, o diagnóstico tardio e a falta de informações por parte das famílias, implica no retardo da eficiência de tratamentos adotados posteriormente. Desse modo, quando ocorre a inserção de crianças com tais distúrbios no ambiente escolar, é cobrado uma maior atenção e acompanhamento de familiares e especialistas.

Em consequência disso, a alfabetização para essa parcela infantil é prejudicada. Tal fato se confirma quando, segundo pesquisas realizadas na Escola Municipal Conselheiro Lafaiete, a soma dos principais impasses no ensino de alunos com Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é 53% - referente a capacitação de professores e informação dos pais. Assim, quando métodos tradicionais de educação são aplicados em sala de aula, os que sofrem com distúrbios de aprendizagem não assimilam os conteúdos da mesma maneira que os demais. Outrossim, devido a falta de acompanhamento especializado, não é aprimorado a capacidade cognitiva das crianças por meio de novos métodos, o que gera um atraso no processo educativo.

Portanto, medidas são necessárias para minimizar o problema. O Ministério da Educação (MEC) , por meio de palestras realizadas por psicopedagogos nas escolas, deve reunir as famílias e professores - em um horário que atenda a maioria dos participantes - para informar sobre os distúrbios de aprendizagem. Dessa forma, dúvidas devem ser esclarecidas em conjunto com a explicitação da importância do acompanhamento por parte dos pais, da escola e de profissionais capacitados. Assim, espera-se que o cenário de isolamento e exclusão da Grécia Antiga seja superado nos dias atuais.