As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola

Enviada em 31/07/2020

A série, “The Good Doctor”, apresenta as superações - e os preconceitos - que o doutor Shaun Murphy, diagnosticado com autismo, enfrenta diariamente. Em um dos episódios, Shaun precisa operar um garoto com a mesma doença que ele, mas os pais do paciente não lhe permitem participar da cirurgia, devido a não confiarem na capacidade de um portador dessa doença. Fora da ficção, a realidade apresentada não é diferente, visto que, 70% da população apresenta algum distúrbio de aprendizagem -de acordo com a psicopedagoga Tânia Maria, para o jornal “Estadão”- e, mesmo assim, essas pessoas são desmerecidas diariamente na sociedade, como no caso do doutor Murphy. Isso ocorre tanto pela falta de recursos escolares para orientar alunos especiais, quanto pela exclusão que esses estudantes sofrem.

Primeiramente, de acordo com o artigo 8° da Constituição Federal, alunos com distúrbio de aprendizagem detém do direito de metodologias de ensino didáticas e diferenciadas, além de um professor experiente em educação especial. Todavia, muitas crianças são privadas desse benefício devido a desigualdade social, já que, as verbas destinadas ao ensino público brasileiro são escassas, de acordo com o jornal “Gazeta do Povo”. Logo, a maioria dessas escolas não dispõem dos recursos necessários para promover o desenvolvimento de estudantes que apresentam problemas estudantis.

Convém também lembrar que, alunos com transtorno de aprendizagem possuem mais dificuldades para tornarem-se amigos de outras crianças, tendo em vista que, muitas vezes, esses estudantes não gostam que os toquem frequentemente ou não conseguem acompanhar o desenvolvimento dos outros educandos, devido à falta de recursos e preparação das escolas. Por consequência, os demais alunos excluem os portadores de distúrbios, por causa da falta de orientação do colégio e até mesmo dos pais, sobre as necessidades de crianças especiais.

Nesse sentido, é evidente que o Ministério da Educação em consenso com o Ministério dos Direitos Humanos e os diretores e coordenadores das escolas, devem promover a contratação de um professor perito em educação especial -em todas as escolas, seja pública ou particular- para cada aluno diagnosticado com distúrbios de aprendizagem. Ademais, é de suma importância a implantação de palestras, vídeos ou até mesmo aulas sobre as dificuldades de portadores de transtornos estudantis. Essas medidas devem ser ratificadas através de leis que exijam fiscalizações anuais sobre a admissão desses professores, além da presença de doutores para palestrar ou ensinar as necessidades de alunos especiais, visando mostrar que é uma situação comum no cotidiano de todos. Com isso, as medidas de ensino se tornariam mais justas e todos os alunos se sentiriam incluídos.