As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola

Enviada em 02/08/2020

Segundo Aristóteles, “devemos tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida de sua desigualdade”, ou seja, pessoas diferentes devem ser tratadas de maneiras distintas a fim de alcançarem um mesmo objetivo. Dessa forma, não é difícil perceber, que essa premissa não é plenamente seguida no Brasil, principalmente no que se diz respeito ao ensino de crianças com distúrbios de aprendizagem. Á vista disto, é imperante um olhar crítico acerca desse cenário a fim de propor medidas concretas e eficazes para solucionar tal problemática.

Em primeiro plano, faz-se necessário entender o que são indivíduos com distúrbio de aprendizagem. Refere-se a crianças que apresentam grandes problemas ou limitações durante o processo de aquisição do conhecimento, impondo ao individuo, no âmbito escolar, dificuldade de inserção social, seja pela falta de infraestrutura nas escolas, seja pelo déficit informacional de pais, alunos e professores. É importante ressaltar ainda, que as pessoas que possuem dificuldades na aprendizagem dispõe de inteligencia normal, ou até mesmo, superior a média, demonstrando que a identificação do problema precocemente é essencial para um ensino eficiente dos alunos que convivem com essa doença.

Além disso, é preciso reconhecer que as instituições de ensino do país, em geral, não estão aptas a acolherem alunos com necessidade pedagógicas especiais. Isso porque, embora o Artigo 5° da Constituição, ampare alunos que sofrem com algum transtorno, como o Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), a maioria das escolas públicas carecem de profissionais qualificados para a inclusão de alunos que possuem dificuldade no processo educacional. Sendo assim, crianças que sofrem com déficit de atenção e o autismo, por exemplo, são deixadas à margem no sistema de ensino aprendizagem e sofrem com a exclusão e baixa estima.