As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola
Enviada em 31/07/2020
O autor Gilberto Dimenstein, em seu livro “Cidadão de Papel”, retrata como a sociedade seria “perfeita” caso os direitos e deveres propostos pela Constituição fossem assegurados a todos. Fora do universo acadêmico, é possível, então, retratar a “imperfeição” existente na sociedade brasileira, visto que muitos indivíduos, ainda, não desfrutam do acesso ao ensino adequado, principalmente, quando se trata de crianças com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade) á ser inseridos no ambiente escolar. Assim, é lícito afirmar que a postura dos profissionais da educação em relação à inserção dessas crianças nas escolas e a negligência do Estado contribuem para a perpetuação desse cenário negativo.
A priori, evidencia-se, por parte dos profissionais de educação, a falta de experiência com essas crianças. Essa lógica é comprovada pelos dados da psicopedagoga Tânia Maria de Campos Freitas que diz que mais da metade da população sofre de algum tipo de distúrbio especifico de leitura e escrita. Com isso, pela falta de experiencia e formação adequada os professores acabam não prestando atenção nos sinais que a ela da sobre um possível distúrbio de aprendizagem.
Outrossim, é imperativo pontuar que a negligência por parte do MEC também colabora para a dificuldade em democratizar as dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola no Brasil. Instituído para ser um órgão que promova o direito de todo cidadão ao ensino, tal ministério ignora ações que poderiam, potencialmente, fomentar o contato dessas crianças com TDA/TDAH á sociedade.
É necessário, portanto, que medidas sejam tomadas para facilitar a inclusão destes nas escolas do país. Posto isso, o Ministério da Educação deve, por meio de um amplo debate entre Estado, sociedade civil e profissionais da área de educação estabelecer melhor ensino e cursos de especialização para docentes, com o assunto voltado ao ensino de alunos com TDAH, a fim de fazer com que o maior número possível de crianças não tenham tanta dificuldade de inserção nas escolas. Dessa maneira, a situação vivenciada no Brasil poderá ser visualizada na realidade de mais brasileiros.