As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola

Enviada em 03/08/2020

A frase do professor e psiquiatra brasileiro, Augusto Cury, “O sonho da liberdade só cresce no terreno do respeito pelas diferenças”, explicita que, para uma sociedade enriquecida pela liberdade individual, torna-se essencialmente importante a necessidade de um olhar mais atento para a inclusão de grupos com diversidades entre si. Visto isso, quando se põe em pauta a falta infraestrutura e informação profissional no atendimento especializado, a educação brasileira para com crianças portadoras de distúrbios de aprendizagem escolar, se torna um empecilho para alcançar o bem-estar social.

Em primeiro plano, cabe ressaltar que, como previsto pela Constituição Federal de 1988, é de garantia a todos os cidadãos portadores de qualquer tipo de distúrbio implicante no aprendizado, a inclusão no sistema escolar perante um atendimento especializado de acordo com suas próprias necessidades. Entretanto, de acordo os dados fornecidos pela Escola Municipal Conselheiro Alfaiate, cerca de 33% das dificuldades encontradas na alfabetização dessas crianças são vindas da falta de infraestrutura escolar, como por exemplo: a falta de capacitação dos professores e o não atendimento individualizado aos alunos. Apontando, portanto, a não efetivação estatal no comprimento do artigo citado.

Simultaneamente a essa problemática, tem-se a falta de informação profissional e parental sobre o assunto como um dos exponenciais da não inclusão social de crianças com problemas de aprendizagem. De acordo com a diretora da Associação Brasileiro de Dislexia (ABD), Tânia Maria de Campos Freitas, são entre 70% o número de brasileiros portadores de qualquer tipo de disfunção na leitura ou escrita. Com isso, para uma sociedade em que essa maioria se torne mais inclusa, tanto no mercado de trabalho quanto socialmente, a necessidade de um olhar mais atento dos professores e pais com crianças portadoras de tipos de disfunções dificultadoras de ensino, vem a ser grande importância. Isso por quê, essa é, possivelmente, a unica porta de entrada para o encaminhamento no tratamento dessas doenças.

Portanto, é de indubitável certeza que se deve tomar medidas urgentes para amenizar essa questão. Urge, então, ao Ministério da Educação e Cultura (MEC), por meio de oficinas e palestras entre pais e professores nas escolas, salientar sobre a importância dos cuidados especiais para crianças com qualquer tipo de distúrbio dificultador de aprendizagem na inserção mais eficiente, tanto no mercado de trabalho quanto socialmente do jovem. Sendo assim, mais um passo será dado em direção a uma sociedade com respeito igualitário entre as diferenças, apontada anteriormente por Augusto Cury.