As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola
Enviada em 01/08/2020
Nos filmes e desenho de ficção temos vários estereótipos de personagens com dificuldades neurológicas como falta de atenção ou hiperatividade, podemos citar respectivamente, a título de exemplo, os personagens: Patrick (Bob esponja) e Naruto, cujo nome do desenho animado leva seu nome. Muitas vezes, sem perceber, somos levados a crer que o problema dessas personagens é a falta de interesse ao entendimento e aprendizado, excluindo a possibilidade de que haja um transtorno mental em questão.
Assim como nos desenhos e filmes, a sociedade também apresenta personalidades que possuem dificuldades cognitivas e, quando a dificuldade é ignorada, pode trazer complicações à vida do indivíduo, que já podem ser amplamente percebidas dentro do primeiro ambiente socializador enfrentado por ele. Alguns dos impasses que surgem nesse período são o atraso na aprendizagem, a dificuldade na adaptação social e as inseguranças.
A rede de ensino do país não está preparada para trabalhar com estes indivíduos, uma vez que não há um sistema de identificação de transtornos mentais padronizada e, muitas vezes, os pais não se dedicam a entender as dificuldades que são enfrentadas pelos seus filhos nas escolas, acreditando que os maus resultados são oriundos da falta de interesse e distrações geradas pelo círculo de amizade dos mesmos.
Desse modo, medidas são necessárias para resolver o problema. Deve o Ministério de Educação e Cultura (MEC), em conjunto com o Conselho Federal de Psicologia (CFP), pesquisar e desenvolver métodos de abordagem de alunos com distúrbio de aprendizagem e definir uma matéria específica para estes em cursos de licenciatura e pedagogia das universidades brasileiras, bem como a instalação de polos de atendimento municipais direcionados ao auxílio e acompanhamento dos ingressos à rede de ensino que apresentam dificuldades e limitações ao aprendizado.