As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola

Enviada em 02/08/2020

No livro “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é apresentada uma sociedade perfeita no qual o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas e segregações. No entanto, o que se observa na atual realidade brasileira é o oposto do que o autor prega, uma vez que as barreiras enfrentadas pelas crianças com distúrbio de aprendizagem no âmbito escolar tornam-se um desafio para alcançar os planos de More. Assim, é imperiosa a ampliação de medidas para minimizar esse cenário que se perpetua pela escassez de investimento público, o que corrobora para a limitação do estudo.

Ainda sobre essa problemática, é válido ressaltar a ineficiência governamental quanto a capacitação de profissionais especializados e a flexibilização curricular para incluir os alunos que apresentam  disfunções educacionais. De acordo com o artigo 205 da Constituição Federal de 1988, a educação é dever do Estado, sendo indispensável sua promoção a todos os cidadãos brasileiros. Contudo, a lei é corrompida pela carência de medidas didáticas integrativas para com os alunos culminados pelas limitações de ensino que são prejudicados.

Por consequência, observa-se o declínio do rendimento escolar dos estudantes afetados, uma vez que estes apresentam dificuldades com o método tradicional de educação que não prevê as adaptações para sanar a barreira neural. Segundo a pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), estima-se que 6% dos alunos do ensino público apresentam dificuldades em sua alfabetização devido a transtornos neurobiológicos. Nessa perspectiva, os estudantes com disfunções educacionais são limitados a aprendizagem pela carência de politicas públicas integrativas.

Diante do exposto, é evidente que a falta de auxílio governamental para com as crianças com distúrbios de aprendizagem no campo educacional é uma problemática que deve ser debatida. Dessa forma, o MEC (Ministério da Educação), órgão do Governo Federal responsável pelo estudo e despacho de todos os assuntos relativos a educação, em parceria com as escolas do país deve implementar um plano de inclusão educacional por meio da criação de um curso de capacitação e orientação sobre educação especial  para professores e para as equipes pedagógicas das instituições, a fim de flexibilizar as didáticas  de estudo e inserir os alunos com transtornos de ensino no campo escolar. Dessa maneira, alcançar-se-à a Utopia de More.