As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola

Enviada em 01/08/2020

Segundo Platão, renomado filósofo grego, “A orientação inicial que alguém recebe da educação também marca a sua conduta posterior.” Nesse sentido, o que define as atitudes e comportamentos futuros de um indivíduo é a sua qualidade de ensino. No entanto, no atual panorama do ensino no Brasil, muitas crianças com distúrbios de aprendizagem têm encontrado dificuldades de se inserirem nas escolas, tanto pela falta de contato dos pais com a vida escolar do filho, quanto pela falta de profissionais para atender esse tipo de educando,e , devido a isso, essa problemática precisa ser minimizada.

A priori, é necessário se ter o conhecimento de que a ausência dos pais na vida educacional dos filhos ajuda essa problemática. Quando os progenitores não são ativos na vida da sua prole, muitas vezes a criança com algum distúrbio não é identificada , não recebendo o cuidado adequado nas escolas para uma boa educação. Prova-se isso com o fato de que, segundo o Ministério da Educação, mais de 40% das crianças nascidas com algum distúrbio recebem educação normal nas escolas por não ser detectado seu problema. Assim, é preciso maior participação dos pais nesse quesito, a fim do problema ser apontado e o aluno receber a educação necessária.

Em segundo plano, também é preciso saber que o Estado também é responsável pela problemática em questão, uma vez que não há educadores competentes nessa área. Isso acontece devido à falta de capacitação para professores, coordenadores e diretores das unidades públicas e privadas no país, no qual os alunos que se tornam vítimas. Prova disso é que, conforme defende dados do UFRJ (Universidade do Rio de Janeiro), 70% do total de professores entrevistados, em 2012, não tiveram na sua formação acesso ao ensino para lidar em sala de aula com alunos com distúrbios de aprendizagem. Dessa forma, é necessário que os docentes tenham o conhecimento necessário para lidar com os alunos especiais.

Para minimizar, portanto, as dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem nas escolas, é preciso que o Ministério de Educação (MEC) juntamente com o Ministério de Saúde (MS) ofereçam cursos de capacitação obrigatórios para docente, quando em formação e durante o tempo de exercício de sua profissão, além de disponibilizar psicólogos, psiquiatras e psicopedagogos para auxiliarem os professores quando ao diagnóstico dos alunos que precisam de ajuda, para que os educandos com alguma deficiência sejam identificados e possam receber uma educação adequada, proporcionando ao aluno uma educação qualificada a sua condição e maior rendimento. Assim, essa problemática deixará de ser atual e passará a ser uma mazela passada na história brasileira.