As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola

Enviada em 02/08/2020

Promulgada em 1988, a Constituição Federal Brasileira garante a todos o direito igualitário a educação. No entanto, crianças com distúrbios de aprendizagem como a dislexia ou a disgrafia, relacionada a escrita, por exemplo, enfrentam grandes dificuldades para se inserirem nas escolas. Acerca disso, a ausência de profissionais qualificados para o atendimento e ensino desses alunos e a detecção tardia, pela falta de conhecimento sobre o assunto, são fatores que dificultam a inserção das crianças nas escolas. Dessa forma, ações governamentais são indispensáveis, a fim de assegurar o acesso ao ensino por parte dos alunos que possuem distúrbios de aprendizagem.

Em primeiro plano, é de conhecimento geral a necessidade de profissionais qualificados no atendimento dessas crianças. Sob tal ótica, o direito igualitário a educação previsto pela constituição, tem se configurado uma realidade bem distante, aonde as crianças não contam com medidas que os inserem no ambiente escolar. Dessa maneira, na busca por um ensino de qualidade as crianças com necessidades educacionais especiais, necessitam de apoio pedagógico e médico especializado, como por exemplo, consultas ao fonoaudiólogo, não se limitando apenas ao professor em sala de aula. Dessa forma, é necessário medidas governamentais que assegurem o acesso das crianças diagnosticadas com algum tipo de distúrbio à profissionais qualificados, promovendo a inserção no âmbito escolar.

Em segundo plano, é de grande importância saber que os estudos a respeito dos distúrbios de aprendizagem só ganharam relevância a partir dos anos 80. Segundo a psicopedagoga clínica Tânia Maria, os distúrbios já existem desde o nascimento, mas é no período escolar que se tornam mais evidentes. Assim, os poucos estudos junto a falta de informação sobre o assunto, acarreta na  negligência da família as dificuldade das crianças, que são confundidas muitas vezes como falta de atenção ou interesse. Logo, é fundamental ações ministeriais que conscientizem a sociedade a respeito dos sintomas, e investimentos na realização de pesquisas cientificas mais profundas, com o intuito de auxiliar em um diagnostico e tratamento, garantindo o ingresso das crianças nas escolas.

Em virtude dos fatos mencionados, atitudes devem ser tomadas para amenizar as dificuldades das crianças com distúrbios de aprendizagem de se inserirem nas escolas. Portanto, cabe ao Ministério da Educação, junto ao Ministério da Saúde, incentivar a especialização de profissionais da saúde e educação no auxilio às crianças diagnosticadas, por intermédio de cursos, a fim de atuar na melhoria da qualidade de vida. É dever também dessas entidades conscientizar a população acerca dos transtornos, por meio de campanhas em escolas e hospitais, de modo que auxilie no diagnostico precoce.Á vista disso,  as crianças poderão ter maiores chances de serem inseridas nas escolas.