As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola
Enviada em 03/08/2020
De acordo com a Constituição de 1988 é direito de todos os cidadãos o acesso à educação de forma a garantir o aprendizado escolar. Dessa forma, é primordial que os alunos que possuem algum distúrbio de aprendizado também tenham o pleno acesso aos aprendizados escolares. No Brasil, cerca de 70% da população possui algum distúrbio específico na leitura ou escrita segundo a Associação Brasileira de Dislexia (ABD) e incluir crianças nas práticas disciplinares que apresentam essas dificuldades é necessário. Porém, é evidente que existem problemas que dificultam a inclusão dessas crianças nas escolas, como a falta de conhecimento da população sobre pessoas que possuem algum distúrbio e a falta de detecção precoce do problema nas crianças por parte da escola e familiares. Sendo necessário resolver essa problemática.
Em primeira análise, é importante salientar que a falta de conhecimento por parte das pessoas no geral e dos próprios funcionários e educadores da escola é um grande problema. De acordo com a escritora Helen Keller “O resultado mais sublime da educação é a tolerância”, e para que haja tolerância o conhecimento torna-se essencial para saber lidar de forma com as crianças que possuem determinado distúrbio e assim, ajudá-las a obter o aprendizado escolar. Sendo assim, entender todos os conceitos e práticas que envolvem aquele distúrbio e que este se manifesta de forma diferente em cada criança, é extremamente importante tanto por parte dos educadores quanto pelos familiares para que a inclusão nas escolas seja possível.
Outrossim, é importante que haja a detecção precoce do distúrbio no aluno, pois é evidente que quanto mais tarde for o diagnóstico mais difícil será o processo de inclusão. A intervenção precoce é uma forma de prevenir os resultados negativos e aumentar as oportunidades de desenvolvimento das crianças diagnosticadas ou com suspeitas. Assim, quando é feita o diagnóstico das crianças ainda pequenas é possível aplicar recursos e estratégias para amenizar as dificuldades das crianças serem incluídas no ambiente escolar. Porém, de acordo com Diretora científica da ABD Tânia Maria de Campos Freitas não se tem diagnósticos precoces, sendo esta uma realidade que precisa ser mudada.
Portanto, é necessário que hajam políticas públicas pelo governo em parceria com o Ministério da Saúde e o Ministério da Educação para a realização da detecção precoce dos distúrbios nas crianças por meio da preparação dos educadores e familiares para adquirirem conhecimentos básicos para que a intervenção seja feita. Também, cabe ao Governo incentivar o pleno conhecimento das pessoas sobre os distúrbios e como agir com crianças que os possuem. Dessa forma, a melhoria na qualidade de vida e inclusão escolar dessas crianças serão proporcionadas de forma mais efetiva.