As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola
Enviada em 03/08/2020
Muito se discute a importância de uma educação de qualidade, direito garantido pelo Estado, segundo a Constituição Federal. Entretanto, esse cenário pode ser alterado quando se trata da inclusão da criança com dificuldade de aprendizagem em âmbito escolar. Essa divergência é proveniente de diversos fatores, uma delas é a falta de preparação pedagógica, atrasando a adaptação escolar e prejudicando o processo de aprendizagem da criança.
Os obstáculos entre família e escola são enormes quando se trata de dislexia, um transtorno neurobiológico de aprendizagem, gerando dificuldades na fala e escrita. Ou até mesmo no caso da síndrome de Tourette, um distúrbio neuropsiquiátrico, caracterizado por movimentos repetitivos involuntários, os tiques, que podem ser vocais ou motores. No Reino Unido, uma criança de 7 anos, foi expulsa da área de recreação permanentemente, por falar palavrões, uma atitude despercebida, porém, comum em quem tem essa síndrome.
Na série “The Good Doctor” exibida na Sony, o médico autista Shaun Murphy, enfrenta desafios em sua rotina com os colegas de profissão e com seus pacientes. O autismo, um transtorno que afeta o sistema nervoso, incluem ações repetitivas e grande interesse por alguma atividade. Em 2018, o MEC (Ministério Da Educação) registrou cerca de 1,18 milhões no crescimento de matriculas escolares de pessoas com síndrome de Down.
Em virtude dos fatos mencionados, conclui-se que, o número de matrículas entre os que apresentam alguma dificuldade de aprendizagem cresceu. Entretanto, os desafios escolares são ainda maiores, com o objetivo de melhor o ensino, o MEC deve em parceria com as escolas realizar treinamentos trimestrais de acolhimento e métodos de aprendizagem aos professores. É de dever do MEC e dos municípios fiscalizar escolas e punir aquelas que negarem matrícula, considerado crime, segundo Artigo 205, da Constituição Federal.