As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola

Enviada em 03/08/2020

“Quando o modelo de vida leva a um esgotamento, é fundamental questionar se vale a pena continuar no mesmo caminho”. Esta máxima, do filósofo brasileiro Mário Sergio Cortella, é pertinente ao debate sobre as crianças com problemas em adquirir conhecimento. Isso porque abordar as dificuldades de indivíduos com distúrbio de aprendizagem é um questão de cidadania, ou seja, um exercício de busca por direitos garantidos constitucionalmente.

Ao se dispor a dissertar sobre a inserção dessas pessoas na escola, é fundamental abordar a falha da tríade social, cabe a analise sobre a atuação governamental, ou seja, se as autoridades competentes para lidar com a questão têm exercido com eficácia sua função. É notória a falha nas políticas públicas, principalmente no que tange à prevenção, quando o assunto é as dificuldades das crianças com deficiência de aprendizado. Ademais, ainda é cabível destacar o quanto a escola – instituição culturalizadora, regida pelo Estado – torna-se ineficaz em seu processo de educação cívica. Haja vista que o foco do processo educacional, no Brasil, tem sido o ingresso ao ensino superior ou ao mercado de trabalho.

Outrossim, é de especial importância centrar a negligência familiar aliada à má influência midiática – principalmente a virtual – no cerne da problemática. Afinal, as dificuldades são consequência do mal exercício da cidadania, ou melhor, da negligente atuação de cada indivíduo. Afinal, como pregava Padre Antônio Vieira, “Nós somos o que fazemos. O que não se faz não existe”. Assim, nota-se que grande parte da sociedade brasileira deposita todas as suas frustrações e anseios nas políticas públicas – e acabam deixando de cumprir com suas obrigações enquanto cidadãos (iniciativas simples, como fiscalizar e denunciar). Se já não bastasse, a mídia – sobretudo a virtual – tem potencializado essa postura de questionamento sem ação prática, apenas corroborando a ideia de que ao governo toda responsabilidade é cabível. Destarte, a sociedade brasileira tem sido obsoleta na resolução de seus problemas, sempre delegando a outros as práticas interventoras.

Portanto, é desejo da sociedade como um todo resolver de uma vez por todas o aprendizado das crianças. Assim, cabe ao Governo Federal revitalizar as leis que regem aos indivíduos, em busca de mecanismos que previnam o problema e penalizem aqueles que insistirem em agir inadequadamente. Ainda, com o financiamento governamental, as escolas podem promover oficinas escolares que discutam a importância de ensinar e educar crianças com distúrbio quando se trata de educação, com o intuito de culturalizar as famílias quanto ao assunto. Por fim, cabe à mídia apenas reforçar as ações da tríade social, valorizando as práticas em prol da melhor sociedade.