As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola
Enviada em 17/10/2020
No Brasil, a Constituição de 1988 garante a todos o direito à educação. Todavia, salienta-se que, na sociedade hodierna, a inclusão de crianças com distúrbios de aprendizagem não se dá de modo efetivo nas escolas, seja pela falta de profissionais qualificados ou pela desinformação dos pais. Assim, evidencia-se a importância de garantir esse direito de modo inclusivo.
É indubitável que, de acordo com Paulo Freire, a leitura da palavra proporciona a leitura crítica do mundo. Consoante a essa ideia, sabe-se que a educação é indispensável para a formação do pensamento crítico. Entretanto, a deficiência do acesso à educação compromete essa formação, visto que não são todas as escolas que contém um profissional qualificado, a fim de atender as necessidades de crianças com distúrbios. Assim, a ideia de “cidadão de papel”, defendida pelo jornalista Gilberto Dimenstein, faz-se presente, nesse contexto, pois o direito garantido pela Constituição não é, plenamente, executado na prática, já que muitas crianças são privadas de uma formação educacional crítica.
Outrossim, muitas vezes, a falta de informação dos pais da criança compromete, ainda mais, essa inclusão. Historicamente, a dislexia, por exemplo, foi descoberta em 1896, mas, somente no século XX, que se aprofundou nas pesquisas científicas sobre os sintomas. Ademais, além desse pouco conhecimento, às vezes, o preconceito está presente, corroborando para o fato social que, segundo Durkheim, advém de uma força coercitiva que impõe padrões a serem seguidos pela sociedade. Desse modo, pode-se dizer que uma criança com déficit de aprendizagem, muitas vezes, é excluída socialmente, diante de estereótipos sociais, dificultando, ainda mais, a inclusão.
Entende-se, portanto, que a educação é um direito de todos e assegurar que a criança com dificuldades de aprendizagem tenham acesso a uma educação de qualidade é indispensável para a construção de um mundo mais igualitário. Assim, faz-se necessário que o Ministério da Educação atue nas escolas, a fim de administrar palestras e cursos aos educadores, ressaltando a importância da inclusão dessas crianças e instruindo-os a exercer atividades que estimulem o pensamento cognitivo dessas crianças, de modo a efetivar o direito previsto pela Constituição. Ademais, é imprescindível o exercício da empatia para com as crianças que apresentam déficit de aprendizagem, sendo essencial a disponibilidade de informações, por meio de propagandas televisivas, pelo Ministério da Saúde para orientar a todos sobre a importância de se conhecer e tratar essa dificuldade, a fim de se descontruir a visão estereotipada e auxiliar os pais a procurarem psicólogos e educadores para orientá-los. Com essas medidas os caminhos para a inclusão serão efetuados.