As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola
Enviada em 24/11/2020
Diante das inúmeras situações vivenciadas pela sociedade hodierna, cabe ressaltar os transtornos referentes à inclusão no ambiente escolar de jovens com distúrbios de aprendizagem, uma vez que, apesar da Carta Magna assegurar aos cidadãos o direito à educação, na prática essa premissa não é cumprida, bem como ocorre, muitas vezes, marginalização, dificultando à inserção dessa parcela da população. Para tanto, urgem atos mais contundentes do Poder Público, em concomitância com à sociedade civil, com o escopo de amortizar esse imbróglio da realidade brasileira.
Nessa perspectiva, é oportuno destacar que, segundo a Constituição do Brasil - promulgada em 1988- o direito à educação é considerado como inalienável a todos os cidadãos. Entretanto, percebe-se que seja pela escassa infraestrutura nas escolas, seja pela falta de professores qualificados, muitas crianças com algum déficit, como de atenção, não conseguem se inserir adequadamente nos ambientes escolares. Esse contexto, permite estabelecer um paralelo com a obra do jornalista brasileiro Gilberto Dimenstain, pois em sua obra “ O cidadão de papel” disserta sobre inúmeras leis que existem apenas “no papel”, não sendo executadas efetivamente. Logo, é fundamental que medidas sejam implementadas, objetivando reverter esse percalço.
Ainda, sob esse mesmo viés, vale destacar a segregação sofrida por jovens que apresentam dificuldade no aprendizado. Ademais, é possível associar a pouca coesão na sociedade com a existência de casos anômicos, como propôs o filósofo Durkheim, a medida que o indivíduo não de identifica para com o outro, ocasionando um cenário de pouca empatia entre os cidadãos e, por conseguinte, na marginalização dos que possuem características diferentes, por exemplo, problemas relacionados com o ensino. Dessa maneira, é essencial a execução de estratégias que tenham como foco sanar essa problemática.
Portanto, é perceptível a necessidade de ações mais engajadas em prol das pessoas com distúrbios de aprendizagem. Para isso, faz-se fundamental que o Poder Público, por meio do Ministério da Educação, promova palestras e mesas-redondas periódicas nas instituições educacionais, sendo ministradas por profissionais qualificados, como psicopedagogos, tendo como público-alvo os estudantes e seus respectivos núcleos familiares. Tal diligência tem o fito não só de esclarecer os cidadãos acerca de seus direitos e deveres, mas também de intensificar a interação social para desenvolver o sentimento de empatia entre os indivíduos. Apenas assim, poder-se-á consolidar uma realidade em que o infortúnio relacionado com a inserção de crianças que possuem dificuldade de aprendizagem seja sanado e seus direitos saiam do “papel”, negando a tese do ilustre Dimenstain.