As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola
Enviada em 06/10/2021
O livro “Piaget, Vigotski, Wallon: teorias psicogenéticas em discussão”, menciona que Vigotski possuía o pensamento de que o ser humano se constitui como tal na sua relação com o outro social, sendo a interação algo de alta relevância. Assim, perante esse ponto de vista, é significante abranger os espaços de discussão e inclusão das diversidades sociais, principalmente, nas escolas. Porém, o Ministro da Educação não concorda com o inclusivismo de crianças com deficiência, sendo esse um pensamento prejudicial para o desenvolvimento do país, mas que demonstra a necessidade de representatividade.
Primordialmente, Milton Ribeiro, Ministro da Educação, opina que as crianças com deficiência devem ficar em “salas especiais” para não prejudicar o aprendizado das demais, sendo esse dado divulgado pelo jornal “O Globo”. Todavia, a sociedade é composta por diversas personalidades, onde as pessoas devem aprender umas com as outras, com o intuito de haver um crescimento mútuo do país. Sendo assim, a escola, como um espaço do saber e onde está presente diversas características individuais, deve abrigar o inclusivismo e não prejudicá-lo.
Em seguida, vale destacar sobre o livro “Em algum lugar nas estrelas”, no qual a escritora, Clare Vanderpool, cita que utilizou a história de Daniel Tammet como inspiração para a criação do personagem Early Auden. Assim, ambos são autistas e possuem uma admirável sabedoria com matemática, analisando os números além de suas formas. Visto isso, são casos de representatividade que demonstram que as pessoas, apesar de diferentes em alguns aspectos, são todas capazes de apresentar seus valores, o que é uma ideia contrária a do Ministro da Educação.
Por fim, com o objetivo de que a escola se torne um lugar agradável para todos, é interessante expandir as ideias de representatividade. Assim, os educadores, por exemplo, podem desenvolver movimentos com esse tema, por meio de palestras, eventos, trabalhos. Além disso, as instituições deveriam proporcionar psicólogos, para que haja uma maior dedicação e aconselhamento. Outra opção seria a disponibilidade de livros fictícios ou não, cujos personagens principais possuam alguma deficiência, fazendo com que os leitores se sintam expressados e inclusos.