As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola

Enviada em 05/03/2021

A Constituição Federal de 1988, prevê, em seu artigo 6º, a educação como um direito inerente a todos os cidadãos. Entretanto, hodiernamente, essa lei presente na Carta Magna não atende à todos, pois, percebe-se a deficiência na inclusão de crianças com distúrbios de aprendizagem no ensino vigente. Nesse contexto, assegura-se o baixo investimento em educação inclusiva e o preconceito como pilares da problemática. Porém, decerto, é imprescindível que essa realidade mude, pelos riscos que traz ao desenvolvimento educacional e social no país.

De inicio, é válido ressaltar a escassez de políticas públicas educacionais voltadas a inclusão como fator retrógrado. Nessa linha de raciocínio, de acordo com as ideias do filósofo contratualista John Locke, o Estado, deve garantir, através das leis, os direitos naturais dos indivíduos. Com base nisso, infere-se, que, o sistema educacional atuante contraria as ideias do autor, visto que não oferta uma educação inclusiva para aqueles que necessitam, refletida na carência de um corpo docente especializado e na precária estrutura física das escolas públicas. Dessa forma, se vê a importância de ampliar a infraestrutura educacional no país, para que as crianças com transtornos de aprendizagem possam se desenvolver da melhor forma possível.

Outrossim, importa-se discutir o preconceito como impulsionador do problema. Nesse viés, o período colonial brasileiro está intrinsecamente ligado ao preconceito, pois os colonizadores se achavam superiores e julgavam os negros pela cor da pele diferente. Interpreta-se, assim, que, a sociedade atual é marcada por preconceitos enraízados do passado, frente aquilo que julga ser diferente. Com base nisso, as crianças sem dificuldades de aprendizagem se sentem superiores e criam um ambiente de exclusão ao colega que tem distúrbios. Entretanto, como consequência desse pré julgamento, a classe infantil com deficiência de ensino se sente reprimida dentro da sala de aula, ocasionando um bloqueio de desenvolvimento e socialização nos mesmos.

Diante do exposto, se vê a necessidade de medidas que atenue a problemática. Para isso, compete ao Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação, ampliar a infraestutura física das escolas, na construção de salas de aula dinâmicas e lúdicas que auxiliem no ensino especializado bem como a capacitação de professores, por meio de cursos de ensino-aprendizagem de crianças com distúrbios escolares, no intuito de promover a igualdade de ensino à todos. Ademais, cabe as mídias socioeducativas, por intermédio de vídeos, televisão, e panfletagem infantil, realizar a divulgação de assuntos que desconstruam o preconceito, na finalidade de formar crianças empáticas  com a situação do outro. Sendo assim, poder-se-á alcançar o objetivo de educação igualitária da Carta Magna.