As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola
Enviada em 09/01/2021
Segundo o artigo 205 da Constituição Federal, promulgada em 1988, todos devem ter direito à educação de qualidade garantida pelo Estado. Entretanto, casos de desamparo aos alunos com dificuldades de aprendizagem ainda são frequentes nos dias atuais, principalmente pela falta de preparo dos profissionais e dos centros de ensino para lidar com esses estudantes.
Em primeiro lugar, deve-se destacar o despreparo da equipe pedagógica em lidar com crianças que possuem distúrbios de apredizado. O problema se inicia quando o professor nem se quer é capaz de identificar a problemática, que pode ser, por exemplo, dislexia, déficit de atenção ou hiperatividade e, desse modo, julga o aluno como preguiçoso e indisciplinado. Segundo Paulo Freire, patrono da educação brasileira, “Não existe docência sem discência”, ou seja, o profissional deve aprender antes de ensinar, visando proporcionar o máximo entendimento dos seus alunos.
Além desse viés, muitas instituições de ensino se recusam a aceitar crianças com distúrbios de aprendizado já identificado, alegando que o estudante não conseguirá acompanhar o ritmo da turma ou que irá atrapalhar o rendimento dos colegas. Esse discurso além de equivocado é preconceituoso, visto que todos possuem a capacidade de aprender e, como garante a Constituição, têm direito à educação de qualidade.
Portanto, é necessário que o Governo tome providências para amenizar a situação atual. O Ministério da Educação deve enviar anualmente para as escolas psicopedagogos para ministrar um treinamento voltado para a equipe pedagógica da instituição, mostrando como lidar e identificar os distúrbios nos estudantes, com o intuito de maximizar o aproveitamento dos mesmos. Esses treinamentos devem ser financiados pela verba pública que é direcionada ao campo da educação. Somente assim será possível proporcioanar um ensino confortável e de qualidade para quem tem problemas de aprendizado.