As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola

Enviada em 04/06/2021

A Constituição Federal de 1988 prevê, em seu artigo 6º o direito à educação como inerente a todo cidadão Brasileiro. No entanto, tal prerrogativa não tem se reverberado com ênfase na prática quando se observam as dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola, causado basilarmente pela falibilidade estatal e pela falta de debates socias o que acaba dificultando, deste modo, a universalização desse direito social tão importante. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.

Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para combater os impasses na inserção de crianças com distúrbio de aprendizagem no âmbito educacional. Nesse sentido, se uma pessoa não tem uma base escolar desde sua infância, no futuro, terá sérios problemas para participar da sociedade, principalmente pelo fato da maioria das empresas exigirem nível de escolaridade médio. Essa conjuntura, segundo as ideias do filósofo contratualista John Locke, configura-se como uma violação do “contrato social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos indispensáveis, como a educação, o que infelizmente é evidente no país.

Ademais, é fundamental apontar a falta de discussão sobre os obstáculos das crianças com distúrbio de aprendizagem de participarem do meio acadêmico. Frida Kahlo, pintora mexicana, ao refazer de diversas formas e perspectivas o seu autorretrato, mostrou a importância de se rever determinado problema, de diferentes formas, para que a solução seja exposta. Contudo, o que acontece na sociedade é difere disso, pois a população negligência o debate sobre o problema, pelo fato de não fazer parte da realidade de algumas famílias mostrando, dessa forma, a falta de empatia nas relações sociais,  o que infelizmente é uma realidade no Brasil. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater esses obstáculos. Para isso, é imprescindível que o Poder Executivo, por intermédio do Ministério da Educação, elabore estratégias de inserção de crianças com distúrbio de aprendizagem nas escolas, como a aplicação - de forma efetiva - da constituição, a fim de mitigar as dificuldades do acesso à educação infantil. Além disso, que os empresários brasileiros, por meio da mídia, criem propagandas nas redes sociais e na televisão mostrando a importância da educação para crianças com transtorno de aprendizagem, para que a população tenha a consciência disso gerando o sentimento de empatia. Assim, tornar-se-á possível a construção de uma sociedade permeada pela efetivação dos elementos elencados na Magna Carta.