As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola
Enviada em 01/09/2021
Segundo aristóteles, “devemos tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida de sua desigualdade”, ou seja, pessoas diferentes devem ser tratadas de maneira distintas a fim de alcançarem um mesmo objetivo. não é difícil perceber, contudo, que essa premissa não é plenamente seguida no brasil, principalmente no que se diz respeito ao ensino de crianças com distúrbios de aprendizagem. avaliar as causas desse problema e entender os seus efeitos na contemporaneidade é essencial para combatê-lo.
Inicialmente, um entrave é a mentalidade retrógrada de parte da população, que age como se as crianças que sofrem de distúrbio fossem incapazes de estudar e, posteriormente, exercer uma profissão. De fato, tal atitude se relaciona ao conceito de banalidade do mal, trazido pela socióloga Hannah Arendt: quando uma atitude agressiva ocorre constantemente, as pessoas param de vê-la como errada.
Outro desafio enfrentado pelas crianças portadoras de algum distúrbio é a inobservância estatal, uma vez que o governo nem sempre cobra das instituições de ensino a existência de aulas especializadas para esse grupo – ministradas por exemplo em Libras – além da avaliação do português escrito como segunda língua.
Fica claro, portanto, que o problema em voga é bastante amplo e deve ser resolvido. para isso, é importante que o ministério da educação, aliado a organizações não governamentais, divulgue à população, através de comerciais em televisão e panfletagem, os distúrbios na aprendizagem e a oriente no que fazer caso suspeite que alguém próximo possua algum dos transtornos.
Além disso, o poder público deve disponibilizar cursos presenciais para os docentes da rede pública que ensinem sobre o ensino especializado às crianças com dificuldades escolares e que aumente a percepção deles na identificação desses problemas, a fim de alertar os pais sobre o assunto.