As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola
Enviada em 08/09/2021
“O sonho da igualdade cresce no terreno do respeito pelas diferenças.” a fala de Augusto Cury, psicanalista brasileiro, adequa-se perfeitamente ao sistema educacional do brasil. Este é dotado de diversidade e dificuldades de inserção escolar. Com efeito, os principais desafios para crianças com distúrbio de aprendizagem são a precária infraestrutura que corrobora na ineficaz garantia da isonomia educacional constitucional.
Em primeiro plano, o sistema de educação do brasil é constituído de salas superlotadas e a oferta de profissionais é irrisória quanto à demanda de estudantes. com isso, a ausência de atendimento especializado e a escassez desses profissionais configura a precariedade infraestrutural responsável pela estruturação desigual e opressora da coletividade. Outrossim, o método de ensino " aulas niveladas " não é suficiente para garantir a eficiência da educação brasileira, isto é, crianças com distúrbios de aprendizagem, tragicamente, serão lesadas quanto á infraestrutura escolar, que prioriza a quantidade de matérias em detrimento da sua qualidade. Não obstante, a superlotação das salas de aulas brasileiras não permite que o professor observe e auxilie de forma adequada o estudante com distúrbios, logo, ele sofre periferização escolar.
Indubitavelmente, a violação do contrato social de locke, que propõe o estado como provedor de direitos, é caracterizada pela inexistente isonomia educacional, garantida constitucionalmente. com efeito, a garantia do direito não se faz no ato da matrícula. Isto é, torna-se imprescindível que a condição cognitiva, facilidades e dificuldades, da criança seja considerada no processo pedagógico. Contudo, a ineficiência da educação isônoma brasileira enaltece as minorias, perpetua a exclusão e a dificuldade de inserção educacional e, posteriormente, social. Destarte, é evidente que as dificuldades enfrentadas pelas crianças com transtornos de aprendizagem são meramente estruturais.
Portanto, cabe às esferas do poder público validar a teoria contratualista de locke e prover os direitos dos cidadãos. Para tanto, o MEC, em parceira com as instituições de ensino, precisa disponibilizar profissionais de educação especializados em variados distúrbios de aprendizagem que, a exemplo da psicopedagogia, que, por meio de palestras e oficinas, preparem os professores a ensinar de forma isônoma para todos. Espera-se, com isso, que o sonho igualitário de Cury comece pelas salas de aula brasileiras.