As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola
Enviada em 06/09/2021
A escola é um espaço social que tem por objetivo a formação dos seus integrantes, que reúne pessoas de variados grupos socioculturais. Entretanto, podemos notar uma certa dificuldade naquelas crianças nas quais sofrem de algum distúbio de aprendizagem, em se inserir nas escolas. Nesse contexto, percebe-se a configuração de uma problemática em virtude da falta de acompanhamento dos seus respectivos familiares.
Nas cenas iniciais do videoclipe da banda Pink Floyd, Another Brick In The Wall, o professor ridicularizava um aluno pelo fato dele estar escrevendo poemas na aula, e isso se encaixa perfeitamente no atual. Mesmo com o artigo 8º (que é dever da escola apresentar recursos didáticos diferenciados e processos de avaliação adequados ao desenvolvimento dos alunos), as discriminações perante as crianças com distúrbios, como TDAH é bastante evidente nessa sociedade. Segundo o filósofo Paulo Freire, “ensinar não é transferir conhecimento, mas criar as possibilidades para a sua própria produção ou a sua construção”. Porém há muitos obstáculos que rodeiam esse assunto, como por exemplo a falta de informação e a escassez de professores especializados em educação especial, que resulta na carência de atenção dos alunos e agravamento da dificuldade de aprendizado.
O insucesso da criança na escola, porém, se deve a um conjunto de fatores que não são considerados pela maioria das pesquisas – e mesmo pela maioria das instituições de ensino. “Alguns termos científicos escorregam de sua área de origem para um uso popular, o que contribui para que ocorra um aumento indevido do uso de determinados rótulos. Nesses tempos modernos, os termos hiperatividade e dislexia me parecem campeões”, avalia Sônia Sellin Bordin, fonoaudióloga que tem estudado e trabalhado com crianças com dificuldades de leitura e escrita que receberam um “diagnóstico” para tentar explicar seu mau desempenho escolar. Segundo a pesquisadora, a internet colabora para que esses diagnósticos se multipliquem. “Basta consultar um site específico desses distúrbios para que um grande número de crianças seja reconhecido como tal. No entanto, boa parte dos critérios apontados nessas descrições serve também para uma criança normal ou portadores de outros distúrbios que não esses”, pondera.
Convém, portanto, que o governo juntamente com o ministério da educação e da Saúde, aprovem um projeto em que os alunos tenham consultas com psicólogos e introduzem nas escolas professores especializados em educação especial. Pois garantir a saúde e educação promovem a ordem e o progresso da nação.