As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola

Enviada em 08/09/2021

Na antiga Esparta, crianças com deficiências eram assinadas pois não tinham capacidade para serem guerreiras, profissão muito valorizada naquela época. Atualmente, tal ignorância não ocorre mais, entretanto ainda há uma dificuldade em garantir aos deficientes - em especial as crianças com distúrbio - o acesso à educação devido ao preconceito ainda existente.

De início, é notória a falta de conhecimento acerca das doenças na aprendizagem. O diagnóstico tardança do problema prejudica ainda mais a inserção das crianças no ambiente social e escolar. Vale ressaltar que pessoas com distúrbios possem inteligência normal ou até superior à média.

No entanto, é preciso reconhecer que as escolas do país não estão aptas para acolherem alunos com necessidades pedagógicas especiais o que leva à desistência do estudo, fato que é tão grave e excludente quanto os homicídios praticados em Esparta, apenas mais dissimulado.

De acordo com Habermas, incluir não é só trazer para perto, mas também respeitar e crescer junto com o outro. A frase do filósofo alemão mostra que enquanto o Estado e a escola não garantirem direitos iguais na educação dessas crianças - com respeito de professores e colegas - tal minoria ainda estará sofrendo práticaas discriminatórias.

Por fim, para que pessoas com algum tipo de deficiências na audição consigam o acesso ao pleno de sistema educacional, é preciso que o Ministério da Educação juntamente com as instituições de ensino, promova cursos de Libras para professores e demais funcionários, por meio de oficinas de especialização à noite - horário livre para a maioria dos profissionais - de maneira a garantir que as escolas e as universidades possam ter turmas para surdos, facilitando o acesso desse grupo ao estudo, para que a discriminação dessa minoria seja reduzida, levando à maior inclusão.