As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola

Enviada em 09/09/2021

Na série de livros “Percy Jackson e Os Olimpianos” é retratado um herói e semideus, Percy, com TDAH e dislexia, ao longo da trama ele se mostra muito divertido, corajoso, forte, e capaz. Fora das páginas, fica claro que a realidade apresentada nos livros não condiz com tratamento de pessoas neurodiversas pela sociedade hodierna pois, essa admiração é deixada de lado quando se observa as dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem ao se inserir no meio escolar, ora pela negligência da família ora pela raíz histórica.

Talcott Parsons, sociólogo que defende a ideia de que a família é uma máquina que produz personalidades humanas, criadora de caráter. Nessa ótica, todo tipo de reação negativa de uma criança com outra que é diferente provém de seu ensinamento em casa, direto ou indireto, a estruturação fundamentada na família do que é “aceitável”, “normal” é refletida no ser que vai tornar o processo de outro, com limitações maiores, bem mais difícil. Além disso, responsáveis ​​de pessoas que apresentam neurodivergência, na maioria das vezes, descuidam dos sinais ou, quando os percebbe, deixam de lado e não buscam ajuda de um profissional da área para tornar o processo de crescimento mais fácil. Logo, crianças opressoras crescem e crianças oprimidas igualmente, porém com traumas e mais dificuldades.

“Uma sociedade incorpora pensamentos difundidos ao longo dos anos e os reproduz com naturalidade”, dizia o sociólogo francês, Pierre Bourdieu. A partir disso, entende-se que a sociedade tende sempre a reproduzir velhos costumes, como diversas vezes foi apresentado sempre a punição contra pessoas diferentes ao longo dos anos e a dificultação dos meios que deveriam ser facéis. Consequentemente, quando repetido naturalmente e acompanhar a evolução dos povos durante os anos, sempre haverá esses costumes e preconceitos espalhados e formando pessoas piores.

Portanto, é preciso que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a disseminação das informações sobre essas particularidades, urge que o Ministério da Educação implemente, por meio de investimentos estatais, um programa que traga informações sobre neurodiversos e suas limitações -com profissionais da área, visitas em escolas, com apresentações e explicações sobre tudo do assunto. Somente assim, a dificuldade enfretada por esses será melhor de lidar.