As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola

Enviada em 13/09/2021

Conforme a Constituição “Cidadã” de 1988, a educação é um direito de todos. Entretanto, indo de encontro à lei maior, hodiernamente, o ensino brasileiro enfrenta revés no contexto da inclusão de crianças com necessidades especiais de aprendizadem. Tal conjuntura se dá devido à inércia governamental e ao falo papel da escola. Destarte é fundamental discorrer sobre o assunto.

A priori, cabe ressaltar a negligente ação do Estado em não investir na adequação escolar ao público em questão. Segundo a Associação Brasileira do Déficit de Atenção, o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e a Dislexia acometem cerca de 5% das crianças, gerando impacto em sua vida estudantil. Com isso, nota-se que a falha no emprego do processo de ensino-aprendizagem, em razão do desmazelado exercício do poder público, por descaso à educação, não destinando verbas para a contratação de uma equipe multidisciplinar que atue nas escolas promovendo a detecção precoce dos alunos com essa condição e intervindo em sua inserção escolar, corrobora um empecilho a efetiva adesão e progresso de discentes com disfunção nos estudos. Dessa forma, é inaceitável, em uma nação em desenvolvimento, a perpetuação desse problema.

Em segunda análise, é imperioso destacar a errônea conduta do setor educacional por não trabalhar com a comunidade escolar essa temática. De acordo com o filósofo Paulo Freire “se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tampouco a sociedade muda”. Isto posto, infere-se que a escassez de conhecimento sobre crianças com distúrbios de aprendizagem por parte dos indivíduos que compõem o ambiente pedagógico, em virtude falta de promoção de projetos e oficinas, por professores e gestores escolares, devido à sobrecarga de conteúdos a serem aplicados no ano letivo, induz à dificuldade de acolhimento, inclusão e agregação desses educandos. Sendo assim, é evidente a necessidade de mudança desse cenário.

Portanto, medidas atenuantes aos entraves supracitados são necessárias. Com isso, o governo, na figura do Ministério da Educação, por incentivos financeiros oriundos do tesouro nacional, deve realizar um projeto de ampliação dos profissionais que atuam no ensino, regulamentando a contratação, para todas as escolas públicas do país, de uma equipe multidisciplinar composta por pelo menos um professor especialista em transtornos relacionados ao desempeno nos estudos, um pedagogo e um psicólogo, que além prestar assistência a esse grupo, promova ações de amplitude do conhecimento dessa condição para todos os envolvidos no processo de ensino-aprendizagem, com o fito de que esse problema seja erradicado do Brasil. Feito isso, finamente se concretizará o que está disposto na carta magna.