As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola

Enviada em 18/09/2021

É evidente no filme “Como estrelas na terra”, no qual o protagonista, um garoto de 9 anos chamado Ishaan, passa dificuldades em casa e na escola por não ser compreendido e não saberem que ele tem dislexia, um transtorno que o impossibilita de reconhecer as letras. Assim como Ishaan, muitas meninas e meninos pelo mundo têm esse distúrbio ou até mesmo outros mais graves e muitas não recebem o devido auxílio. Em correlação a isso, o preconceito por parte da sociedade escolar e o grande número de escolas sem acessibilidade a essas crianças, são alguns dos desafios delas.

Apesar de, na teoria, todos estarem incluídos como iguais, é muito comum na prática haver indiferença entre a população com aqueles que são “diferentes”, principalmente entre os jovens e menores. Exemplificando a situação, se uma criança com dislexia chega na escola e, devido ao distúrbio, não conseguirá ter o mesmo ritmo de aprendizado, sem o apoio correto, que os seus colegas e, por instinto, eles tendem a fazer bullying com o garoto, chamando-o de “burro” ou “lerdo”, as vezes sendo discriminado até pelo educador, que em alguns casos não consegue entender o aluno, deixando-o de lado. Por isso, é necessário que as escolas, além de incentivar a união entre todos, devem fiscalizar se tal comando está sendo cumprido de forma correta.

Ademais, dificilmente um instituto educacional tem o devido amparo para o melhor aprendizado dos alunos com essa incapacidade. Para comprovar, um censo escolar feito pelo MEC (Ministério da Educação), em 2018, apontou que cerca de 52% dos estudantes do ensino médio possuem algum tipo de deficiência intelectual. Em continuação, dois anos antes, outro recenseamento escolar constatou que apenas um quarto das escolas públicas do Brasil têm acessibilidade a pessoas com deficiência, e 35% das redes privadas. Paralelamente, percebe-se que o atendimento a esses jovens é precário em relação a demanda, mas a evolução nesse aspecto é muito baixa, o que atrapalha a carreira profissional deles, limitando as opções de trabalho e as oportunidades.

Torna-se evidente, assim, que esse problema deve ser solucionado o quanto antes, para melhor aproveitamento dos pequenos estudantes. Para isso, uma forma de progresso seria o governo, juntamente com o MEC, avaliarem quais tipos de deficiências estão com menos apoio no ambiente escolar e a partir disso investir na adaptação para inclusão de tais medidas, por exemplo: para aqueles com problemas auditivos, é necessário que os professores fação um curso, obrigatório, de Libras, para se comunicarem com os alunos. Com esses meios, será possível que muitos não passem pelo mesmo que Ishaan e que desde o começo tenham a educação de qualidade que eles merecem.