As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola

Enviada em 04/02/2022

O mito da caverna, de Platão, descreve a situação de pessoas que se recusavam a observar a realidade em virtude do medo de sair de sua zona de conforto. Fora da alusão, a realidade brasileira caracteriza-se com a mesma problemática no que diz respeito à crianças com distúrbio de aprendizagem, principalmente, nas escolas. Neste contexto, percebe-se a consolidação de um grave problema, em virtude do tardio diagnóstico e da falta de estrutura escolar.

Convém ressaltar, a princípio, que o tardio diagnóstico é um fator determinante para a persistência do problema. Segundo os dados da Associação Brasileira de Dislexia, a cada dez disléxicos diagnosticados no Brasil, sete eram adultos. Sob esse viés, o tardio diagnóstico ocorre pois os distúrbios de aprendizagem, muitas vezes, são confundidos com falta de atenção ou interesse, principalmente por não ser um assunto muito conhecido tanto dentro de casa quanto nas escolas. Dessa forma, com a desinformação populacional, o silenciamento do problema fica cada vez maior.

Além disso, outra dificuldade enfrentada é a falta de estrutura educacional. Desse modo, por mais que esteja previsto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional que pessoas com disfunções, limitações ou deficiências tenham a estrutura e o apoio necessário nas escolas, na realidade, isso não ocorre. Segundo os dados da pesquisa realizada pela Escola Municipal Conselheiro Lafaiete, 33% das maiores dificuldades de alfabetizar alunos com TDAH é a falta de capacitação dos professores e atendimento individualizado aos alunos, mostrando que a luta pela inclusão nas escolar ainda têm um longo caminho a percorrer. Portanto, sem uma intervenção as dificuldades irão persistir.

Sendo assim, medidas estratégicas são necessárias para alterar este cenário. Logo, a mídia televisiva deve informar a população sobre como identificar crianças com distúrbios e como adaptar o ambiente para sua inclusão, por meio de debates junto à especialistas - como médicos e psicólogos -. A fim de evitar tanto o diagnóstico tardio quanto a falta de estrutura nas escolas. Sendo assim, com a conscientização coletiva, a inclusão ocorrerá.