As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola

Enviada em 16/09/2022

A obra “Utopia”, do autor inglês Thomas More, retrata uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos. Contudo, ao observar a iserção das crianças com distúrbio de aprendizagem na escola, é notório que essa imprescindibilidade não tem sido considerada no país. Nesse sentido, é preciso analisar como a falibilidade educacional e a negligência governamental contribuem para esse cenário, sendo fundamental a viabilização providências para mitigá-lo.

Com efeito, é nítido que a má formação socioeducacional é um fator determinante para a permanência da precariedade do ensino, uma vez que a educação inclusiva não é favorecerida por muitos não necessitarem dela. Isso, segundo o pensamento do filósofo Schopenhauer, os limites do campo de visão de uma pessoa determinam o seu entendimento à respeito do mundo que o cerca, isso ocorre porque a educação básica é deficitária e pouco prepara cidadãos no que tange aos respeito às diferenças. Tal temática se reflete no baixo incentivo a capacitação profissional e em disponibilização de materiais especializados, medidas que tornariam o ambiente escolar mais inclusivo.

Além disso, é pertinente destacar à escassez de investimentos do Estado para a aplicação da legislação que estabelece a educação como direito dos indivíduos e dever do Estado. Entretanto, no texto “As Cidadanias Mutiladas”, o geógrafo brasileiro Milton Santos afirma que a democracia só é efetiva à medida que os direitos são desfrutados por todos os cidadãos. Assim, infere-se que a insuficiente execução da prerrogativa expõe as crianças com distúrbios de aprendizagem a uma condição ainda maior exclusão e desrespeito.

Portanto, é mister que o governo tome providências para amenizar o quadro atual. Por isso, para garantir os direitos previstos na Carta Magna, urge que o Ministério da Educação disponibilize, por meio de verbas governamentais, formação continuada de professores na área de psicopedagogia, além de fornecer recursos adequados para servir de apoio durante as aulas a fim de auxiliar nas dificuldades apresentadas por crianças diagnosticas com distúrbios de aprendizagem. Dessa forma, será possível democratizar o acesso à educação e tornar a “Utopia”, de Thomas More, uma realidade brasileira.