As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola

Enviada em 22/10/2022

Na Grécia antiga, o filósofo Aristóteles afirmava que “tratar os desiguais de maneira igual constitui-se em injustiça”. Com efeito, para ele, os deficientes precisavam ser amparados e protegidos pela sociedade. Na contemporaneidade, a injustiça social analisada por Aristóteles é evidenciada, visto que os distúrbios de aprendizagem impõem limites aos direitos socialmente garantidos. Dessa forma, deve-se analisar o preconceito e a segregação social frente às dificuldades de crianças com distúrbio de aprendizagem no ingresso à escola.

Diante disso, é necessário destacar que as formas de estigma social comprometem a entrada do indivíduo em tal instituição. Nessa linha, visto que secularmente as pessoas com distúrbio foram segregadas - senão varridas - do meio social, o preconceito surge de um fundamento histórico que buscou padronizar comportamentos. A exemplificar, na sociedade espartana, marcada pelo militarismo, a violência contra os deficientes era socialmente legitimada. Muitas vezes, bebês com determinados distúrbios eram jogados em precipícios em uma forma de assassinato. Na sociedade atual, o preconceito espartano ainda é notado, de forma que crianças com deficiência ainda sofrem o estigma históricamente construído. Destarte, medidas precisam ser adotadas.

Consequentemente, as dificuldades afastam a criança da escola. Em paralelo a isso, no filme “Hoje eu quero voltar sozinho”, é retratada a vida de um cego que fora ajudado por seu melhor amigo. Nesse sentido, os jovens criam um laço de apoio mútuo, que permitiu uma estreita aproximação. Fora da ficção, a regra mostra que, ao contrário do filme, o indivíduo deficiente é segregado do meio escolar. Isso ocorre porque, uma vez sem ajuda pedagógica e social, a criança perde o direcionamento do aprendizado e acaba sendo exluído pedagogicamente. Dessa maneira, medidas são precisas.

Portanto, por meio de verba pública, o Ministério das Comunicações - órgão responsável pelo diálogo do governo com a sociedade - deve criar campanhas de combate ao preconceito contra a pessoa deficiente. Além disso, o Ministério da Educação precisa formar pessoas capacitadas a educar crianças com distúrbios. Assim, será possível minimizar, como afirmado por Aristóteles, a injustiça social.