As dificuldades das crianças com distúrbio de aprendizagem de se inserirem na escola
Enviada em 26/08/2023
Segundo o G1 (portal de notícias da Globo), em agosto de 2023 no estado de Goiás, “uma escola deixou uma criança autista amarrada durante aula por mau comportamento. Nesse sentido, tal panorama reflete a dificuldade de incluir crianças com transtornos mentais nas escolas. Em contrapartida, nota-se que essa realidade demonstra um déficit educacional atualmente. Desse modo, torna-se premente analisar os principais impactos dessa problemática: o sistema educacional com falhas extremas e a falta de políticas públicas na educação.
Sobretudo, há dificuldades de incluir crianças com transtornos mentais nas escolas. Por certo, o descuidado da sociedade sob as crianças com SPA (síndrome do pensamento acelerado, TDAH (transtorno do déficit de atenção com imperatividade) é perceptível. Conforme o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil conta com mais de dezessete milhões de pessoas com dois anos ou mais com algum tipo de deficiência, sendo aproximadamente setenta por cento deste público não ingressaram no ensino fundamental. É evidente que, a educação não está preparada para total inclusão de alunos, problemas como — super lotação das salas, falta de profissionais e ausência de investimentos — influenciam na má educação.
Ademais, existe uma insuficiência de projetos para a alocação de novos educandos nas instituições de ensino. Logo, há uma carência de profissionais da saúde como: médicos, psicólogos e psicopedagogos; assim, não evidenciam projetos e não se obtém apoio multidisciplinar. Dessa forma, em concordância com o IBGE — em 2018 o analfabetismo no Brasil atinge em média sete porcento da sociedade — em sua maioria pessoas com autismo ou algum transtorno de aprendizagem.
Diante do exposto, é imprescindível que todos os segmentos sociais unam-se em prol da total inclusão das crianças com distúrbio de aprendizagem nos colégios. Assim, cumpre ao governo, juntamente com a OMS (Organização Mundial da Saúde), corrigir as falhas e disponibilizar profissionais para receber os discentes da melhor maneira e não haver mais problemas de inclusão. Afinal, como disse Nelson Mandela, “a educação é a arma mais poderosa para mudar o mundo”.