As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 03/10/2026

O século XXI está sendo marcado por diversos conflitos políticos que culminaram no aumento do número de refugiados em todo o mundo. Além disso, há grandes dificuldades em acolher esses imigrantes, destacando-se duas principais, sendo elas: o preconceito sofrido por essas pessoas e o problema de inseri-los no mercado de trabalho local.

Em primeira análise, vale ressaltar a discriminação que eles sofrem no momento que chegam ao país de imigração. Isso ocorre por causa da forma que os nativos veem outras populações, sobretudo aquelas em zonas de guerra. Nesse sentido, a maneira que os norte-americanos lidaram com o ataque às Torres Gêmeas no dia 11 de setembro de 2001 ilustra esse cenário, já que, depois dos ataques, eles passaram a enxergar os islâmicos como uma possível ameaça, tratando-os com intolerância e dificultando a entrada desse povo nos Estados Unidos. Dessa forma, o preconceito perpetua a exclusão e o sofrimento de quem já foi forçado a deixar seu país.

Ademais, é notório as barreiras que impedem o ingresso desses indivíduos no mercado profissional. De acordo com a teoria da “Pirâmide de Maslow” a estabilidade laboral é de extrema importância para todos os indivíduos, pois assim conseguirão planejar seu orçamento sem a preocupação de ficar sem uma renda no futuro. Porém, em alguns países, os quais não possuem leis para a segurança financeira do proletariado, os refugiados ficam à mercê do empregador, podendo ser despejados a qualquer momento e ficando expostos a situações como a falta de moradia. Assim, a garantia de direitos trabalhistas torna-se condição indispensável para a integração digna dos refugiados na sociedade de acolhimento.

Por fim, cabe a Organização das Nações Unidas (ONU) - responsável por assegurar os direitos humanos ao redor do globo - pressionar os países para que criem uma consolidação de leis unificada e universal que tenha o objetivo de garantir os direitos dos refugiados. Isso deve ser feito por meio de sanções impostas aos países que rejeitarem a decisão e a criação de congressos que reúna os líderes mundiais para que discutam a melhor maneira de implementar o novo projeto.