As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 15/07/2019
No final do século XIX, ocorreu o processo de globalização, ou seja, de integração entre as nações. Processo esse que facilitou a abertura das fronteiras entre os países, o qual também abriu caminhos para a chegada de imigrantes em diversos países. Desse modo, hoje, já se tem mais de 60 milhões de refugiados pelo mundo. Assim sendo, essa questão está sendo constantemente discutida entre as nações.
A realidade de pessoas que atravessam as fronteiras internacionais, os refugiados, cresce em uma proporção cada vez maior, como consequência da escassez de recursos e, principalmente, dos conflitos internos, como as perseguições políticas, religiosas e as raciais. Ademais, à medida que a globalização foi um grande salto para as sociedades, ela também trouxe o temor da chegada dos imigrantes para as populações. Em síntese, conforme a revista Abril, há mais de 60 muros e barreiras finalizados ou em construção entre 1945 e 2016. Isso mostra a cultura anti-imigrante que se criou entre os governos e os próprios cidadãos.
De acordo com essa conclusão, é visível que os imigrantes, principalmente, os de países não desenvolvidos, sofrem grandes dificuldades de acolhimento pelas nações-abrigo. Esses entraves são variados, como a dificuldade de realocar pessoas desamparadas do ponto de vista econômico e estrutural, devido a déficits nas contas públicas e ao desemprego, de inserir esses indivíduos no conjunto social do país, os quais sofrem com a discriminação e a xenofobia (aversão ao estrangeiro); o medo do terrorismo e a segurança dos cidadãos, muitas vezes como uma postura anti-imigrante. Em virtude disso, os imigrantes, grande parcela deles, se alojam em periferias ou favelas ficando expostos à violência, à falta de recursos básicos e estruturais, como saúde, moradia e educação. Contudo, se faz necessário uma visão diferente, para que o estrangeiro não seja mais visto como um inimigo e sim como um integrante da comunidade.
Portanto, é função da gestão pública, desde o Executivo até a esfera Municipal, em integração com a mídia, por meio das redes socias e propagandas, estabelecerem uma comunicação mais direcionada com a população, valorizando os benefícios que a vinda dos imigrantes podem trazer para a sociedade. A fim de apaziguar as tensões sociais, como também capitalizar o lado humanitário de receber refugiados, pois são importantes no desenvolvimento econômico de diversos países. E, assim, gerarem renda para assegurar, de forma mais consistente, seus direitos de moradia, educação e saúde. Ao passo que, na visão da Organização das Nações Unidas (ONU), os refugiados devem ser cocriadores das cidades que habitam, totalmente integrados a elas.