As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 07/07/2019
Segundo dados de 2018 da Acnur (Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), existem cerca de 71 milhões de emigrados - o maior já registrado desde a criação do órgão, em 1950. Consequentemente, esses povos que não tem participação social ou política enfrentam barreiras espaciais como: a não aceitação da nação local e o enquadramento a uma qualidade de vida digna.
Primeiramente, ressalta-se o conceito de globalização, o qual mascara muito a ideia de integralização mundial; embora haja maior facilidade de deslocamento, não há receptividade a esse grande contingente populacional. Assim, é vista como invasora e trás consigo riscos como aumento da competitividade no mercado de trabalho - conceito esse demonstrado por Marx - cujo capitalismo gera tal comportamento repulsivo, segregando em grupos o proletariado.
Soma-se a isso, a dificuldade de proporcionar a estes grupos uma condição mínima de sobrevivência, mesmo que muitos apresentem formação curricular melhor do que a população local – como, por exemplo, no Brasil, onde muitos têm curso superior completo. Isso se deve, pois não é o conceito meritocrático que define a sua participação social, mas sim a adequação de povos do exterior de conseguir melhores condições do que a população do país migrado, já que em muitos casos nem a local a possui. Enfim, nota-se que o acolhimento de refugiados não é uma tarefa simples, já que esbarra em situações de rejeição e integralização necessárias para uma vida minimamente adequada. Em vista disso, países que abrigam, como a Turquia, devem não só criar grupos entre nações vizinhas que direcionem, e distribuam mais adequadamente esse contingente populacional de maneira a não saturar regiões e proporcionar melhores condições as pessoas. Mas também, gerar uma teia entre povos que proporcionem condições de qualidade de vida e consigam, assim, reiniciar sua nova fase.