As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 16/07/2019
A diáspora hebreia, a Primeira e Segunda Guerra mundiais e os recentes conflitos na Síria e países africanos demonstram que desde tempos remotos, é grave o problema da imigração no mundo. Nessa lógica, assenta-se a dificuldade de acolhimento dessas pessoas nos países que os recepcionam, devido falta de estrutura e políticas públicas direcionadas aos refugiados. Dessa forma, urge que medidas sejam tomadas para amenizar a problemática, que é motivada não só por intensos conflitos e perseguições, mas também por busca de melhores condições de vida em outras nações.
Em primeiro plano, evidencia-se a promoção de guerras e perseguições como políticas e religiosas, como fator determinante para a persistência da problema, tendo em vista que cresce assustadoramente o número de refugiados em países em desenvolvimento ou desenvolvidos. Ademais, segundo a ACNUR (Alto comissariado da ONU para refugiados) existem hoje, cerca de 60 milhões de refugiados sendo forçados a se deslocar de sua terra em busca de lugares seguros para viver. Nesse sentido, verifica-se que infelizmente, mesmo após avanços sociais, ainda persiste esse problema grave, que faz com que os direitos dessas pessoas permaneçam apenas no papel.
Igualmente, salienta-se, que a busca de melhores condições de vida como mais uma das causas dessa problemática, pois a contante necessidade de trabalho e educação são motores desse processo. Exemplifica-se, nesse contextos, a crise humanitária na Venezuela. Estima-se, segundo a ONU, que mais de 2 milhões de venezuelanos já chegaram ao Brasil até 2018. Esse número é maior que a entrada de refugiados na Europa nos últimos 5 anos. Salienta-se, que vários são os problemas para a fuga dessas pessoas. Falta de alimentos, remédios e desabastecimento de energia elétrica são alguns alguns deles. No Brasil os refugiados venezuelanos adentram pelo estado de Roraima, que apresenta sérios problemas de infraestrutura e falta de políticas adequadas para receber os imigrantes. Portanto, indubitavelmente, faltam medidas efetivas pelas autoridades competentes para resolver a crise dos refugiados.
Logo, não há dúvida de que é preciso que seja tomada uma iniciativa para mudar a questão. Por isso a ONU e o Alto comissariado para refugiados, devem promover ações como aplicação de políticas direcionadas a recepcionar, pelos países ricos, refugiados, bem como promover junto a países onde ocorrem conflitos ou descumprimentos dos direitos humanos, incluindo sanções, sejam econômicas ou comerciais. Nessa lógica, o intuito de tal medida é promover a paz e a comunhão entre os povos. Evidentemente, outras iniciativas devem ser tomadas, pois segundo Mahatma Gandhi, “Temos que nos tornar a mudança que queremos ver”.