As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 13/07/2019

É fato que, desde a Idade Antiga, estrangeiros enfrentam múltiplos desafios para viverem fora do país de origem. Na Grécia Antiga, imigrantes não possuíam direitos políticos e nem tratamento igualitário. Atualmente, apesar da implantação de leis, nações ainda possuem fortes entraves para abrigarem e concederem oportunidades sociais para os milhões de refugiados desamparados. Diante disso, é de extrema importância analisar as causas e possíveis soluções dessa problemática.

Primeiramente, cabe pontuar acerca da ignorância estatal para receber pessoas. Sob isso, nota-se que os países não possuem planos e investimentos para lidarem com a migração, visto que grande parte dos refugiados são postos em condições precárias de moradia e trabalho, fator resultado de vertentes anti-migratórias instituídas por muitos países,  a exemplo dos Estados Unidos. Isso mostra a necessidade de reformulações políticas globais, pois, como promulgado pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, todo indivíduo possui o direito de gozar da civilidade em qualquer lugar.

Ademais, de acordo com os preceitos iluministas, todos devem ser tratados de forma igual. No entanto, em pleno século XXI, pouco se discute acerca do respeito ao imigrante, o que fomenta ataques xenofóbicos e racistas. Isso se relaciona  os dados do portal de notícias G1, os quais indicam um aumento exponencial, nos últimos anos, de atos preconceituosos contra refugiados. Desse modo, é inadmissível que a sociedade continue seguindo tal postura que fere  dignidade humana.

Portanto, para diminuir as dificuldades de acolhimento dos refugos, a ONU, em parceria com empresas  e governos mundiais, deve, por meio de investimentos conjuntos, criar  projetos de assistência social, oferecendo, temporariamente, moradia e oportunidades de emprego. Além disso, as nações, junto às escolas e redes sociais, devem trabalharem no combate ao repúdio ao estrangeiro. Assim, será possível legitimar os direitos da Declaração de 1948.