As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 08/07/2019
Mesmo sendo um direito natural, também chamado de “jus naturalismo”, a igualdade e fraternidade, expoentes da revolução francesa, frequentemente são deixadas de lado quando a questão em voga é o acolhimento de refugiados.
Sabe-se que muitos países, principalmente os subdesenvolvidos, frequentemente passam por conflitos armados e guerras civis onde a população - principal afetada pelos arbítrios e mazelas deles decorrentes - se vê apenas com a opção de deixar seu país e se tornar refugiada em algum nação que apresente maior paz social.
Nesse sentido, o problema é que muitos países não possuem políticas públicas eficazes no acolhimento desses refugiados. Outros, porém, não só deixam de agir em favor daqueles, como legislam em prol da exclusão social e apregoam que cada nação deve solucionar seus próprios problemas, cumprindo-se, assim, o que fora dito por Hobbes: O homem é o lobo do próprio homem.
Deve-se levar em conta que grande parte das riquezas e do desenvolvimento de muitas nações, principalmente as Europeias, decorreram de anos de exploração dos bens naturais ou da mão de obra daqueles que, atualmente, enfrentam complicações de ordem socioeconômicas.
Para Hegel, o homem é um ser eminentemente social, por isso, deve, instintivamente, estar inserido na sociedade que o abriga. Sociedade esta que não se limita ao país de origem, mas ao conjunto de culturas e regiões onde possa haver interação social. Por isso, ações de exclusão ou de recepção dos refugiados em campos de acumulação humana não devem mais existir.
Assim, como fator de inclusão desses refugiados, deve-se buscar ações que visem a aplicação de políticas públicas que respeitem, efetivamente, os direito humanos naturais, sem olvidar, ainda, que tais direito não são a conquista de um povo, mas da própria espécie humana.