As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 07/07/2019

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos: " Se os imigrantes ilegais estiverem descontentes nos centros de detenção, então não venham". As barreiras encontradas no acolhimento de refugiados causam muitos impactos na sociedade. Tornando-se necessário o debate a respeito do motivo dessas barreiras ainda existirem.

Em primeiro lugar, verifica-se que o medo do desconhecido é um fator que sustenta o problema. Visto que, esse processo começou marcado historicamente com a raça humana no continente Africano , a milhares de anos atrás, aprendendo que temer e radicalizar o desconhecido é um dos fatores que garantirá sua sobrevivência, como afirma Charler Dawres em seu livro “A Origem da Espécies”. Sob esse viés, no último século, evidencia-se, o aumento de 35% das grandes metrópoles que repudiam a presença de imigrantes por se sentirem ameaçadas no mercado de trabalho e na vida social, segundo o portal de notícias El País.

Concomitantemente a essa dimensão social, quando o filósofo e físico Sir Issac Newton salienta a importância de se construir mais pontes ao invés de muros, enfatiza majoritariamente a buscar por meios que estabeleçam relações entre os indivíduos. Contrariamente a esse lógica, instituições de educação introduzem de maneira frágil ações pedagógicas que reflitam sobre o padrão cultural etnocêntrico do cidadão e seus impactos no mundo. Assim, pessoas pouco criticas quanto a importância de suas ações sustentam o ciclo caótico da xenofobia. Tornando cada vez mais distante a aceitação dos refugiados.

Torna-se evidente, portanto, a necessidade de medidas que resolvam a problemática. Dessa forma , caberá ao Executivo, por meio de verbas publicas, o investimento no Ministério da Educação e Cultura que fará campanhas de orientação nas cidades, com o apoio de profissionais formados em relações internacionais, com o objetivo de exterminar o medo do desconhecido existente na população, em relação aos refugiados. Outrossim, caberá ao Legislativo, por meio de alterações na Base Nacional Comum Curricular, o incremento de matérias como resoluções de conflitos. Dessa maneira, derrubar as beirais existentes do acolhimento de refugiados.