As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 07/07/2019
A Segunda Guerra Mundial representou muito mais do que um período de grandes perdas materiais, ela refletiu a efemeridade das conquistas humanas, desestabilizando o equilíbrio social. Sob essa ótica, menciona-se que esse desequilíbrio tornou-se uma herança violenta, expressando os seus desafios no setor populacional, que, na tentativa de construir uma nova vida, busca refúgio em outros países, onde, muitas vezes, não recebem o apoio esperado. Nesse viés, esse êxodo repentino não é visto com bons olhos para boa parte dos países receptores, dificultando o acolhimento dos refugiados e as suas relações com a população local, problemas que ocorrem principalmente devido à ineficiência de políticas públicas voltadas à esse público, além de estarem diretamente relacionados à xenofobia.
De fato, a ineficiência de políticas públicas voltadas aos refugiados é um dos principais fatores que contribuem para o aumento das dificuldades enfrentadas por esses indivíduos. Nesse contexto, a negligência jurídica dos países receptores confronta a Declaração Universal dos Direitos Humanos, tendo em vista que a lei que garante a todos os indivíduos o direito de procurar e de gozar asilo em todos os países, nada mais está do que teorizada, não possuindo sua efetivação na prática. Desse modo, segundo dados divulgados pelo Organização das Nações Unidas (ONU), alguns indivíduos chegam a passar 17 anos nos campos de refugiados, justamente pelo motivo de que vários países alvo, como os Estados Unidos, não querem receber esse público, nem investir em políticas voltadas ao seu acolhimento. Assim, mesmo sendo barrados pela ignorância política, diversos refugiados não se contentam em ficar nos campos e resolvem passar por situações perigosas, arriscando as suas vidas na busca de atravessar a fronteira e tentar criar uma nova vida em outro país.
Além disso, salienta-se que o preconceito também é um fator que afeta diretamente a vida desses imigrantes. Nesse sentido, os países que aceitam receber o público refugiado nem sempre os acolhem com respeito e prontidão, como é o caso do Brasil que, embora possua um slogan de país hospitalar e receptivo, pratica atitudes xenofóbicas, disseminando o ódio e o desrespeito para com os refugiados vindos, principalmente, da Venezuela, aumentando em 633% o número de denúncias de xenofobia, conforme afirma o jornal O Globo.
Portando, cabe ao Governo, por meio de projetos e campanhas de integração, promover a abertura de empregos e de casas de apoio para os refugiados, com o objetivo se integrá-los na sociedade, estabelecendo boas condições de sobrevivência. Ademais, é necessário que o Governo também realize o cumprimento da lei contra a xenofobia, punindo com prisões os praticantes de atitudes xenofóbicas, objetivando diminuir o avanço do preconceito étnico-social.