As dificuldades do acolhimento de refugiados

Enviada em 08/07/2019

Fronteiras são limites impostos pela política, mas também são causas de morte por toda a história. Refugiados são pessoas que buscam, além de suas fronteiras, um recomeço, fugindo de realidades insustentáveis, seja por guerras, desastres naturais, fome ou qualquer tipo de perseguição. Atualmente, há cerca de 1 bilhão de refugiados no mundo, e para lidar com a situação de forma sustentável, faz se necessário, um programa político-social, que defina ações de acolhimento e ressocialização destes indivíduos.

A primeira medida do programa é a desmistificação dos refugiados. Há uma cultura de eugenia entremeada na sociedade, seja ela de qual país for, que crê que estas pessoas são menos merecedores de socorro e acolhimento que as próprias daquele território. Muitas vezes, o país de destino recebe, politicamente, os refugiados, mas é a população quem se rebela. É necessário ter em mente que antes de refugiados, são seres humanos fugindo de uma situação que, sem dúvidas, não escolheram passar.

Somando a esta medida, deve se planejar de forma sustentável o alocamento destas pessoas, além de auxiliá-las a conseguir uma forma de sustento durante o período de refúgio. Neste momento, é imprescindível uma corrente de solidariedade vertical, convênios com outros países para auxiliar na formação dos sítios de acolhimento. Locais, estes, que proverão a base, abrigo, alimentação e segurança, mas que necessitarão do trabalho diário dos que lá se refugiam, em prol de desenvolver uma sociedade autônoma, capaz de interagir com a nova realidade.

A junção das ações sociais e políticas, proverão o acolhimento. Logo, estes indivíduos, em situação tão delicada, poderão aos poucos se reestruturarem, seja para iniciar uma nova vida, seja para voltar para seus lares, quando houver condições. E enquanto acolhidos, tornem-se ativos na sociedade que se encaixaram, como forma de crescimento individual e agradecimento coletivo pela solidariedade encontrada.