As dificuldades do acolhimento de refugiados
Enviada em 16/07/2019
O etnocentrismo é considerado premissa de desarticulação entre povos desde a Idade Antiga, onde indivíduos que buscavam abrigo em Roma e Grécia eram pejorativamente denominados de “povos bárbaros”. No século XXI, o egoísmo desse ideal ampara-se a crescente demanda de refugiados desacolhidos por países que, apesar de pouco mais civilizados, mantêm dificuldade em compreender a vulnerabilidade social de seus semelhantes.
O exercido menosprezo sobre refugiados é justificado, no mundo, por argumentos rasos, inspirados pelo egoísmo e ganância etnocêntricas e, ainda, nacionalistas. A defesa de ideias como a diminuição de vagas de emprego e o crescimento da criminalidade são exemplos de argumentos contrários ao acolhimento desses indivíduos. De acordo com o Instituto de Pesquisa Ipsos, 47% da população global defende que refugiados não contribuiriam com sua migração ao país de origem, já que têm costumes diferentes, desqualificação profissional e, sobretudo, levariam os países à superpopulação.
Simultaneamente, na inexistência de regiões pacíficas para viver, famílias partem à destinos extremos em busca da migração ilegal. Infelizmente, em vista disso, já se tornaram corriqueiras imagens de pais e filhos sem vida após nadarem ou caminharem à exaustão. Nesse cenário, se Albert Einstein expressa que “A paz é a única forma de nos sentirmos realmente humanos”, como a humanidade poderá permitir a negação do direito a vida à indivíduos que tanto a requerem? A resposta está no entendimento de que ser humano é cultivar a racionalidade de tratamento e a benevolência entre indivíduos, independente de sua etnia.
Em suma, em busca de dissipar a urgência do amparo mundial à refugiados, é necessário que países em conjunto com a União das Nações Unidas ressaltem a importância do acolhimento. Para tanto, campanhas mundiais de assistência à vulnerabilidade dessas pessoas devem ser dissipadas em canais de comunicação como televisão, rádio e internet, com vistas a educar nações, salientando que o direito à vida deve estar acima da diferença cultural.